As Idéias

O IDÉIAS MUTANTES ESTÁ MUTANDO

É isso mesmo pessoal!

Cheio de novas idéias, este endereço e servidor já estava nos atendendo a contento, de forma que procuramos novas funcionalidades para conseguir publicar nossos textos da melhor maneira possível.

O endereço agora é www.ideiasmutantes.com.br e lá esperamos que vocês, nossos leitores, encontrem nossos textos de forma ainda mais interessante!

Ficamos no aguardo das visitas, pois as nossas portas estão sempre abertas!

Não se esqueçam de alterar nos seus favoritos e listas de recomendações: www.ideiasmutantes.com.br

Nos vemos lá!


Escrito por Muta às 22h19
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Analisando o clichê norte americano

“Hollywood faz História”. Esse é o título do capítulo 12 do livro “As mais famosas lendas, mitos e mentiras da História do mundo”. É claro que o título é uma ironia. Porque para o autor é “óbvio” que Hollywood não faz História. Richard Shenkman, o dito cujo, deixa sua opinião bem clara ao dizer “Foram os filmes que mais contribuíram para informar as pessoas sobre a História mundial. Também foram eles que mais contribuíram para desinformá-las, e passa para uma breve descrição dos mais curiosos erros históricos em filmes diversos, que vão de penteados impossíveis a figurinos não menos inviáveis.

 

Qualquer pessoa que assistiu “Gladiador” é capaz de concordar com isso. Mas o fato é que Shenkman está errado. Hollywood realmente faz História. Isso porque todo e qualquer filme não deixa de ser um documento histórico da sociedade que o produziu.

 

Existem duas formas de se analisar um filme historicamente. Você pode voltar sua atenção para os aspectos concernentes à época em que o filme foi produzido, ou para os referentes à época que o filme tenta retratar.

 

Sendo assim, mesmo que um filme seja o que comumente chamamos “filme de época”, ainda é possível identificar no mesmo características relativas ao período de sua produção. Da mesma forma, qualquer filme de sessão da tarde pode ser encarado como um documento histórico, analisando-se aspectos tais como: cotidiano, costumes, moda, decoração. Sim, é triste admitir que coisas como “American Pie – O Casamento” têm importância para a reconstituição histórica dos fatos. Mas é a verdade.

 

Eu já tentei adaptar o clichê norte-americano aqui. Eis algumas das conclusões que historiadores do futuro chegariam se tivessem que reconstituir a história americana unicamente a partir de seus clichês cinematográficos:

 

A juventude americana é muito sem noção

Todo mundo já conseguiu engolir a estranha dicotomia “loser x popular” mostrada em 99% dos filmes que retratam o ambiente escolar americano. Mas aposto como qualquer um acha difícil engolir a maneira como os jovens parecem lidar com isso. Quer dizer, eles não se limitam a desprezar os losers e espalhar boatos sobre os mesmos, como qualquer jovem normal no Brasil faz quando odeia alguém.

 

Em “Nunca fui beijada”, o bonitão da escola convida a estranha Josie para o baile. Em frente a sua casa, Josie espera ansiosa pelo rapaz que vem buscá-la. Infelizmente ele passa de limusine acompanhado de outra. Plausível? Sim, até o momento em que ele joga 3 ovos na garota que estava toda pronta. Cadê a noção? Comparando com outros filmes, você pode facilmente perceber uma tendência extremamente bizarra: Os losers são massacrados. Metade das coisas praticadas com eles deve ser no mínimo inconstitucional. Nos filmes eles são espancados, roubados, despidos, sacudidos em contêineres. E isso tudo no colégio na frente de todo mundo.

 

Talvez Hollywood tenha exagerado. Mas é sempre bom lembrar que foi nesse beautiful country que dois estudantes entraram armados num colégio e mataram 12 alunos.

 

Táxis são uma verdadeira raridade

A perigosa Helena de “Presença de Helena” nunca teria se aproximado de seu alvo se estivesse no Brasil. Isso porque ela conheceu o cara numa fila para táxis, e aqui no Brasil é muito mais fácil encontrar táxis em fila.

 

Se você parar para notar nos filmes, verá que: Ou há uma imensa fila esperando um táxi; ou o personagem está no meio da rua desesperado fazendo sinal para todos os táxis que passam, e nenhum pára; ou então há dois personagens brigando por um táxi, o que as vezes termina em um táxi compartilhado por pessoas que vão a locais próximos.

 

Conclusão plausível: esse ramo não deve ser muito atraente nos Estados Unidos.


Escrito por Srta. Quaresma às 00h42
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Na década de 80 não havia moda teen

De 50 a 70 você podia reconhecer um jovem na rua. Você podia até reconhecer um jovem num filme. Mas a década de 80, com sua estética do bizarro conseguiu destruir a moda para adolescentes. Assista aos filmes da década de 80. Sim, todos aqueles de sessão da tarde. Enquanto hoje as adolescentes fazem questão de usar roupas que uma mulher de 40 anos nunca ousaria vestir, na década de 80 os filmes dão a entender justamente o contrário. A partir dos 13 as garotas esperavam parecer exatamente com suas mães. Parecer mais velha devia ser sinônimo de amadurecimento e consequentemente trazia prestígio e popularidade nos colégios americanos.

 

Assim, vemos em “Namorada de aluguel”, a pobre Cindy, depois de ganhar mil dólares e fingir ser a namorada do cara mais loser do high school, chegar a uma festa com uma roupa extremamente ridícula. Automaticamente todas as garotas da festa caem em cima dela. “Que roupa linda!!!” Ao que é respondido “É da minha mãe, a gente tá assim agora, ó”. Olhares invejosos.

 

Mentira? Comprovação rápida e fácil pode ser feita simplesmente pegando o álbum de fotos da família e olhando suas fotos da década de 80 e início de 90. Sim, suas fotos. Já que a desgraçada moda oitentista deixou suas marcas até no Brasil. Malditos anos 80!!!

 

Os xerifes são um bando de pregos

Chester Desmond é o agente do FBI enviado à pacata cidade de Twin Peaks, a fim de investigar o assassinato de Teresa Banks. Alertado pelo chefe através de um código bizarro, já vai preparado para enfrentar algo muito mais complicado do que um caso cheio de mistérios e poucas evidências: O xerife da cidade, que fará de tudo para atrapalhar seu trabalho.

 

Assim, temos que agüentar em 60%¹ dos filmes policiais uma briga desnecessária entre os xerifes de pequenas cidades e os agentes do FBI, que estão lá, é claro, só para tomar o espaço dos neuróticos policiais locais. Se corresponde a realidade ou não, deixemos aos muito mais interessados o papel de descobrir. Mas uma coisa é certa: Pelo menos no cinema, foi-se o tempo em que os xerifes eram os mocinhos do velho Oeste.

 

Negros e brancos americanos vivem em pé de guerra até hoje

Tudo bem se você ignorar todos os filmes e seriados que tratam exatamente desse assunto. Você pode até ignorar todos os filmes que são compostos unicamente por atores negros. Ainda assim perceberá nas entrelinhas de diversos outros filmes da contemporaneidade a estranha “briga de raças”.

 

Tudo dá a entender que antes de aprender que são Homo sapiens, fruto de dezenas de milhares de anos de evolução, os americanos aprendem se são brancos ou negros. E isso dá pano pra manga de muito filme.

Em Pânico 2, a primeira vítima foi o caminho inteiro reclamando com o namorado porque teria que assistir um “filme de brancos” no cinema

 

___________

¹ Chute sem noção e provavelmente falso.


Escrito por Srta. Quaresma às 00h40
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Fale !!!!!

Ao longo da vida desenvolvemos vários tipos de relacionamentos: profissionais, familiares, afetivos, sociais etc.
Andei me perguntando esses dias se em cada um desses, existe alguém para quem eu gostaria muito de dizer algo verdadeiro, autêntico e sincero, mas que não digo por determinados motivos? Algo que viesse do fundo do coração, seja bom ou ruim, algo que gostaria de dizer, mas que me nego? Algo que minto ou escondo, por algum tipo de medo, seja do outro, de mim mesma, de causar dor. Ou até mesmo indiferença ou ódio?
Depois de muito pensar e conversar cheguei à conclusão que existem SIM essas pessoas na minha vida e certamente na de cada um de vocês.

Eu não sei de quem você está lembrando agora, quem primeiro veio à sua mente, mas provavelmente é alguém importante para você. Pode ser seu chefe, cônjuge, amigo, pai, professor. Não importa. O fato é que é alguém importante. Agora, o pior. O relacionamento com essa pessoa é, certamente, o mais desonesto entre todos os seus relacionamentos. E, conseqüentemente, é o relacionamento que mais tem lhe trazido conflito interior, desequilíbrio. Chega uma hora que tem que falar com você mesmo, com seus valores, com sua consciência. Geralmente, são momentos de angústia.

A atitude de negar ou omitir o que deveria ser dito ao outro, mas não é, não causa só grandes estragos no relacionamento com ele, mas no relacionamento que você desenvolve consigo mesmo. Porque é impossível estar em paz agindo contrariamente ao que sente, ou ao que pensa. Isso gera conflito, inquietude. E nos confunde, nos tira do rumo. Algumas vezes até paralisa, nos tirando de órbita.

Se quiser restabelecer a paz, há pelo menos duas saídas: tirar a tampa da sua boca e ficar em paz ou, caso não haja coragem de falar o que precisa, mude você, seus valores e sua atitude, e pare de cultivar as razões que lhe levam a sentir ou pensar aquilo que não quer. Mude o que pensa, o que sente, ou o que faz, mas sinta-se em paz. Essa desculpa de que dizer certas coisas pode estragar a relação não faz sentido. Será que vale à pena uma relação sem abertura, sem honestidade? Para mim isso não é relação. Pode ser contato, convivência, mas não relação. Relação requer honestidade e entrega.

Às vezes penso se a dor de ser honesta, verdadeira é menor do que a dor de ser incoerente. Vale lembrar que "mais importante do que o que se diz, é como se diz", portanto estou trabalhando minha cabeça pra tentar dizer o que está preso na garganta. Ou seja, primeiro beijar, pra depois bater. Mas antes de tudo preciso me reconciliar comigo mesma.

Se as pessoas a quem disser certas verdades perceber sinceridade em minhas palavras, se perceber que eu falo e sinto o que falo, mesmo que doa nele, não haverá espaço para mágoa ou ressentimentos, o que não significa que o outro não sinta dor. Mas é uma dor necessária para o crescimento de ambos e da relação. Nunca se negue a dizer o que sente, o que pensa, o que faz, por medo de causar dor em você, ou no outro. Evitar a dor nesses casos, atrofia os relacionamentos, não os faz crescer. Pense nisso.

Quando se gosta, não deve haver medo de causar dor. Sabe-se que isso faz parte da construção de relações humanas. Por isso, doa a quem doer, a você ou ao outro, diga a verdade que está entalada a atrapalhando o relacionamento e sinta-se mais leve.

Se nada mudar, pelo menos você estará em paz e vai ter dado um grande passo para seu crescimento como ser humano.


Escrito por Rafaella Stallone às 09h54
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Rita queria um harém

Ela não era nem bonita nem feia. Ou melhor, poderia ser considerada bonita num dia e feia no outro, o que dependia muito do ângulo pelo qual que fosse vista. Rita, porém, sabia olhar para os homens e ver somente o seu lado bonito.

No colégio, ainda no primário, aumentava a cada ano a lista dos meninos de que gostava: Marcelo, Dudu, Guilherme, Felipe, Henrique, Marcos, João Pedro, Vinícius, Tiago, Carlinhos, William, seus colegas de classe e outros dos quais sequer conhecia o nome mas sabia quais eram seus lanches preferidos, pedidos na lanchonete da escola, as matérias de que gostavam e também as que odiavam, quem eram seus melhores amigos, onde moravam, quando jogavam bola... informações que ela ia recolhendo habilmente aqui e ali todos os dias.

Eles sempre a encantaram. Achava-os engraçados, gostava de vê-los correndo pelo pátio, de ouvir a voz deles, de suas roupas e até mesmo de suas temperaturas. Quando se aproximavam dela, sentia que seus corpos eram quentinhos como um urso de pelúcia velho e querido.

Nada disso, porém, Rita demonstrava exteriormente. As lembranças dos meninos eram guardadas para serem vistas e revistas em casa, quando se deitava no sofá da sala e ali ficava com os olhos no teto por horas, contemplando as imagem deles que conseguira juntar num dia e com elas montando histórias de contos de fadas. Mas fora de seus sonhos ela era só uma menina comum que reclamava das brincadeiras estúpidas dos garotos e mantinha aquela pose de superioridade e indiferença tão comum entre suas amigas.

Como naquela idade elas poderiam compreender que, apesar de serem tão bagunceiros e mal educados, havia graça em seus movimentos, revelada na destreza com que se esquivavam dos colegas nos jogos de pega-pega do recreio, e que seus olhos muitas vezes inspiravam confiança, como quando recebiam um novo colega no time de futebol como se fosse um amigo de longa data? E que ela admirava um por sua inteligência e outro por sua beleza, um por sua simpatia e outro por sua timidez e outro ainda por não aparentar nenhuma qualidade em especial mas tê-la ajudado certa vez a resolver um problema de matemática?

Nem adulta Rita perdeu o hábito de apaixonar-se pelos homens e nunca deixar que eles soubessem disso. O rapaz da padaria jamais saberia que ela sonhara com ele a noite passada e que todos os dias andava duas quadras a mais somente para vê-lo; seu professor da faculdade não iria acreditar se lhe dissessem que aquela aluna havia feito uma monografia tão boa porque estava apaixonada por ele, e tampouco seu colega de trabalho imaginaria que ela tivesse recusado uma proposta de emprego melhor apenas para tê-lo por perto.

Por certo havia uma lógica em tudo isso. Como Rita iria explicar ao mundo o fato de amar várias pessoas ao mesmo tempo? Se este segredo viesse à tona poderiam ridicularizá-la, desrespeitá-la. Ou pior: sabendo de sua condição, talvez algum rapaz se aproximasse apenas com a intenção de divertir-se, o que iria feri-la profundamente...

Então Rita continuava apenas sonhando em sua casa, como fazia quando menina. É claro que, com o tempo, e principalmente na adolescência, seus pensamentos passaram a envolver um pouco mais do que beijos de contos de fadas, mas no fundo o que ela sentia era aquele mesmo amor infantil e platônico de quem era capaz de relembrar cada gesto, cada olhar e reproduzi-lo mentalmente centenas de vezes.

Rita pensava sobre sua condição, que no final das contas a fazia sofrer muito, e por vezes desejava ter nascido muito rica em um tempo remoto, tão remoto que nem sequer existiu na História da Humanidade, no qual uma mulher pudesse ser a feliz proprietária de um harém. Assim, ela levaria todos os seus amados para seu imenso palácio onde lhes daria uma vida de príncipes, conheceria profundamente o gênio e a personalidade de cada um deles e poderia tocá-los, dormir tendo-os ao lado, cuidar deles, ouvir sua respiração e tornar real cada noite de amor imaginada...

Mas ainda que o harém fosse um sonho possível, Rita sabia que era incapaz de tirar a liberdade de seus amados trancafiando-os em uma gaiola de cristal. Além disso, embora amasse a cada um deles tão intensamente quanto podia, seria muito difícil que alguém aceitasse dividi-la com tantos outros...

O que teria o destino reservado a esta pobre alma? Só na semana seguinte saberemos, afinal, nem a mente de onde surgiu esta jovem é capaz, ao menos por hora, de pensar em uma solução para este caso tão complexo...


Escrito por Atena às 09h39
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Mas você pode me ajudar, escolhendo o caminho que esta história deve seguir:

1) Rita envolver-se-á com um hippie muito louco da pesada que a levará para morar em uma paradisíaca aldeia naturista situada no Taiti e onde todo mundo é de todo mundo?

2) Rita finalmente encontrará em um único homem todas as qualidades que ela admirava nos demais e dará seu coração somente a ele?

3) Rita será raptada por um sheik que a levará para seu harém onde ela descobrirá que, na realidade, gosta mesmo é de mulher e assim viverá feliz para sempre ao lado das outras esposas do maquiavélico árabe?

4) Rita, atormentada por seus pensamentos, renegará a todos eles e irá enclausurar-se em um convento. Lá, um padre celebra a missa. O único homem existente num raio de 100 quilômetros. Certo dia, Rita flagra-o fazendo xixi no jardim. A partir daí, surgirá uma amizade, que logo se transformará em um romance proibido, porém delicioso?

5) E, para não dizerem que estou defendendo a protagonista, um final infeliz: Rita, já velhinha, em um sanatório para idosos, pensará com tristeza em tudo o que poderia ter vivido se tivesse mais coragem para expor seus sentimentos, e que talvez pudesse até mesmo ter aprendido a dominar seu coração, que agora está prestes a parar de bater.... (mas ninguém vai votar nessa, não é?).

Indique uma das cinco alternativas deixando um comentário logo abaixo, e o mais votado até quinta-feira estará aqui na semana seguinte.

Conto com a participação de todos os leitores e leitoras neste conto interativo!


Escrito por Atena às 09h38
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SCIENTIFIC, WHAT? – MATÉRIA DE CAPA: O INÉDITO REGISTRO DO ACASALAMENTO DE GARÇAS DE PAPEL NO TURCOMENISTÃO

A renomada revista “Scientific, What?” tem o orgulho de trazer ao seu seleto público mais uma matéria exclusiva, fruto de intenso trabalho de campo de nossos fotógrafos jornalísticos e da insaciável sede de conhecimento da comunidade científica turcomena.

 

Após meses de cuidadosa programação, uma equipe formada por cientistas da ULT (Universidade Livre do Turcomenistão) e por K.S. Euran, nosso mais conhecido fotógrafo jornalístico, saiu em campo buscando pelas raríssimas e nunca registradas Garças de Papel Turcomenas, espécie que no passado pululava nas planícies do país, mas hoje encontra-se ameaçada de extinção devido à expansão da indústria petroleira.

 

Depois de intensa busca pelo interior turcomeno, com a equipe já para desistir, todos acabaram sendo recompensados quando encontraram não apenas um, mas um casal das belas aves e em plena temporada de acasalamento.

 

“Os cientistas extasiados com a demonstração única, entraram numa espécie de transe e iniciaram um complexo ritual agradecimento por poderem presenciar tal evento. Eu simplesmente não sabia se fotografava as aves ou os cientistas...”

 

Esse simples relato do enviado da revista já ajuda a transmitir a emoção provocada neste momento histórico.

 

Na seguinte seqüência de fotos, temos o registro definitivo – e inédito – do maravilhoso ritual de acasalamento de tão graciosas aves:

 

 

Pode-se ver claramente a aproximação suave do macho, as preliminares cuidadosas, o ato em si e finalmente o carinho demonstrado pelo casal formado pelas exóticas e raras aves turcomenas.

 

Aproveitamos ainda, para lançar um apelo à comunidade mundial pela preservação das espécies animas, não interferindo – ainda mais – em seus ecossistemas, pois todos os seres vivos são importantes para o equilíbrio da vida em nosso pequeno planeta, inclusive as pequenas garças de papel.

 

Longa vida à fauna de papel turcomena!

 

– x – x – x –

 

Observações:

 

1- Após essa experiência no Turcomenistão, o fotógrafo K.S. Euran, alegando fortes traumas deixou a revista e atualmente trabalha como fotógrafo artístico para revistas de caráter homoerótico.

 

2- Infelizmente, mesmo com o esforço de organizações não governamentais, as garças de papel turcomenas acabaram extintas, logo após a saída da equipe do país. O governo local deixou de protegê-las, após tomar conhecimento do – escandaloso – ritual realizado pelos membros da expedição.

 

3- ONG’s como Greenpeace, APGP (Associação Protetora das Garças de Papel), GAPREO (Grupo de Apoio a Praticantes de Rituais Exóticos e Obscenos), Sociedade Protetora dos Animais e outras, entraram com uma representação na ONU, exigindo uma exemplar punição aos responsáveis pela omissão do governo turcomeno.

 

4- A Universidade Livre do Turcomenistão proibiu a Revista “Scientific, What?” de entrar em detalhes sobre o “ritual comemorativo” realizado por seus pesquisadores.


Escrito por Muta às 00h02
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Fumar causa impotência sexual

E o Ministério da Saúde continua tentando...

 

Eu acho que as campanhas anti-tabagistas são feitas por pessoas que nunca fumaram. Assim como as anti-drogas. As últimas são no mínimo risíveis. E os anti-tabaco devem estar enveredando pelo mesmo caminho, que podemos de forma simples e insuficiente taxar de atitude “não-pode-chocar-faça-rir”.

 

A primeira remessa de imagens nas carteiras de cigarro, que entrou em vigor em Fevereiro de 2002, causou um certo impacto, mas pela novidade da coisa. Um mês depois todos os fabricantes devem ter se dado conta de que não tinham com o que se preocupar. Frases como “Quem fuma não tem fôlego pra nada” seguida da imagem de um cara aparentando estar com calor não choca ninguém.

 

A mais divertida era a da impotência sexual. Um casal frustrado na cama. Você quase podia ver o cigarro na mão da garota. Sim, aquele era o momento perfeito para se fumar um cigarro. E assim eles conseguiram inverter a relação de causa e efeito de sua intenção inicial. “Cigarro, logo impotência sexual” foi um objetivo não alcançado, sendo substituído pela idéia de “impotência sexual, logo cigarro”.

 

A única que causava certa repulsa era a que trazia um bebê que havia nascido de uma mãe fumante. Mas depois de muitas carteiras você já nem nota a imagem. O que comprova toda a inutilidade desse tipo de campanha.

 

Mas mesmo assim o Ministério da Saúde continua tentando, “porque ele é brasileiro e não desiste nunca”. Apresento a vocês a nova remessa de imagens que ilustrarão nossas carteiras de cigarro pelos próximos meses. Em seu mais novo estilo “agora vai”, o Ministério da Saúde conseguiu começar com o pé esquerdo.

 

Apresentadas pela primeira vez em Outubro de 2003, só há pouco começaram a circular as novas determinações, que vão além das imagens impressas nas carteiras. Tive o desprazer de vê-las na internet. Se as outras eram cômicas, estas são bem mais impactantes, e vão de uma boca com câncer a um feto abortado.

 

Contudo, com uma gama de imagens terríveis para ilustrar nossas noites de álcool e sexo, a única ridícula de todas foi exclusivamente a escolhida para estrear essa nova remessa. “Fumar causa impotência sexual”. E é isso que é tão risível!

 

Há pelo menos um mês, a imagem de uma ponta de cigarro com a cinza torta nos persegue. Nenhuma das outras figuras estão sendo veiculadas. Ou seja, TODAS as carteiras de cigarro do Recife estão estampadas com um “Fumar causa impotência sexual”, seguido de uma imagem que associa um cigarro a um pênis e causa risos incontroláveis num primeiro momento.

 

Isso me faz pensar acerca dos objetivos da campanha anti-tabagista e dos procedimentos tomados para os mesmos. Se você ignora a hipótese de que “chimpanzés selvagens são o cérebro da coisa”, terá forçadamente que aceitar a segunda proposição, que defende a existência de uma ala exclusiva para promover a diversão e o bom humor do fumante brasileiro.

Essa eu fiz questão de cortar e guardar

____________

Veja aqui as novas imagens das carteiras de cigarro.


Escrito por Srta. Quaresma às 00h48
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Eu sei demais

Alguém já se pegou sabendo mais do que devia?

Sabe aquelas fofocas, coisas que as pessoas te contam e você não pode sair por aí espalhando, por mais que morra de vontade? Pois é, às vezes me sinto um para raio. Não sei se é meu lado meio psicóloga que faz com que as pessoas se sintam a vontade em contar detalhes de suas vidas, mas é impressionante como sacam que sou confiável e me fazem confissões, muitas vezes cabeludas.

E faço questão de não sair por aí contando pra todo mundo, pois não quero queimar meu filme e deixar de ser a detentora de informações tão preciosas. Sou do tipo que nem sob tortura é capaz de revelar confissões alheias.

Hoje mesmo vivi uma situação constrangedora. O gerente do meu escritório veio me fazer umas perguntas, se eu sabia de alguma coisa a respeito de uma fofoca que tinha rolado semanas atrás. Lógico que sabia, mas tive que fazer cara de desinformada, mesmo sob certa pressão e a visível vontade dele que eu dissesse nomes. Sem chance. Me mantive forte e não revelei nada.

E quando alguém te conta uma fofoca de outra pessoa? Terrível, pois a vontade é de arrancar dela o que você já sabe, mas tomando o cuidado dela não perceber que você já sabe. E a raiva que dá quando não consigo descobrir? Começo a me questionar como a outra pessoa conseguiu tal informação tão preciosa e porque o alvo da especulação não contou nada PRA MIM?
Sem falar que se a pessoa contou pra você o segredo de outra, será que também não vai contar o seu? É importante saber pra quem se pode ou não abrir a boca.

Só sei que até hoje não me arrependi das minhas escolhas e espero que as pessoas cada vez mais continuem me contando muita coisa, porque por mais que ouvir fofocas seja muito legal saber que tem amigos que confiam em você é infinitamente mais prazeroso.

Escrito por Rafaella Stallone às 10h39
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Textos inacabados

Tenho vários textos iniciados e inacabados. Tenho que postar alguma coisa no blog hoje e não consigo finalizar nada. A voz de meus colegas de trabalho está me irritando e os pensamentos estão embaralhados.

O que está havendo? O mundo conspira contra mim.

Nesses casos, o melhor a se fazer é utilizar alguma técnica de redação alternativa. Farei um poema concreto:



Micro

Telefone

Garrafa d’água

Calendário

Caderno

Folhas soltas

Tesoura

Caneta

Canetinha

Lápis e

Régua.

.

.

.

.

Minha mesa é uma zona.



Terrível. Isto está parecendo-se com algumas obras que vi na exposição visitada ontem em São Paulo com a minha amiga Rafa. Tinha uns trabalhos bem bolados, mas os que mais nos chamaram à atenção foram aqueles que não nos representavam absolutamente nada: uma massa disforme de argila, um abajur congelado, uma mesa bagunçada (foi de lá que tirei inspiração para o poema acima?), um painel feito com jogos americanos todos iguais e com alguns adesivos infantis colados sobre eles, desenhos que me lembraram a pasta de trabalhinhos de meu sobrinho, no Jardim da Infância.

Talvez uma associação de idéias pudesse me trazer alguma luz. Como estou sem criatividade, começarei com o meu próprio Nick:

Atena. O nome da minha deusa grega preferida. Nome. Telefonaram, perguntaram por meu nome e quando fui atender descobri que não era para mim, mas para uma homônima. Telefone. Meu namorado ainda não me ligou e já são 9 e meia. Meia: Preciso comprar meias pois as minhas estão gastas e uma delas está com um enorme buraco no calcanhar. Calcanhar me lembra o ponto fraco de Aquiles. Aquiles foi interpretado por aquela beldade do Brad Pitt e nem assim eu fui ao cinema assistir ao filme Tróia. Operação Cavalo de Tróia é um livro que alguém vivia me indicando mas eu nunca li. Li é um dos meus apelidos, assim como Lili, Lilica e Liloca, mas tinha um amigo que me chamava de Lilith, o que me traz novamente à mitologia grega de onde tirei meu nickname, Atena.

Pronto, estou andando em círculos. Hoje, definitivamente, não é o meu dia de escrever.

Deixe-me pensar em alguma outra coisa que aprendi num de meus cursos... Ah, sim, fazer uma lista com as possíveis soluções para o problema:


  • Dar uma de joão-sem-braço e não escrever nada.
  • Pegar todos os meus textos pela metade, juntar tudo e fazer um conto nonsense envolvendo uma garotinha apaixonada, castelo mal-assombrado, Michael Moore e estudantes do curso normal.
  • Dizer a meu chefe que estou passando mal, sair daqui, pegar um ônibus até o Paraguai e escrever um diário sobre a aventura mais estranha de minha vida.
  • Publicar isso que acabei de escrever e embromar todo mundo.


É, vou ficar com a última alternativa. Tomara que meus leitores julguem tratar-se de um texto minuciosamente planejado com a intenção de discutir questões complexas como o senso estético na arte, quando na realidade é somente uma tentativa desesperada de produzir alguma coisa num dia ruim.


Escrito por Atena às 10h37
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Os Dias Mutantes

Segunda: Atena
Terça: BruCe & Rafaella
Quarta: Srta. Quaresma
Quinta: Avó Peluda
Sexta: Muta

E a qualquer momento: Agent Smith & BlackSpy


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01/08/2004 a 31/08/2004
01/07/2004 a 31/07/2004
01/06/2004 a 30/06/2004


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Arte Alternativa
Avó Peluda
Cantinho Terrorista da Ruiva
Chips & Choppes
Churrasco Grego
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Eva Envenenada
Garotas que Dizem Ni!
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Jesus, Me Chicoteia!
Marquesi in USA
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