As Idéias

MENTIRAM PARA VOCÊ...

Tudo é uma grande farsa criada para que você aceite melhor o mundo.

 

Cavaleiros em corcéis brancos não virão para te salvar,

 

E o mundo real, aquele onde vivemos,

 

É mais cruel e duro do que ousamos imaginar...


Escrito por Muta às 01h05
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Pense a Respeito

A chave para a solução dos problemas atuais do Brasil pode ser a mesma que o prefeito de New York usou há uma década atrás.

Veja os 11 mandamentos:

01. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?

Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!

02. Você acha um absurdo o roubo de carga, até mesmo com assassinatos dos motoristas?

Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!

03. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?

Solução: NUNCA compre nada com eles! A maior parte de suas mercadorias são produtos roubados, falsificados ou sonegados.

04. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?

Solução: NÃO compre nem consuma drogas!

05. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?

Solução: Denuncie à Receita Federal aquele vizinho que enriquece repentinamente. Não o admire, repudie-o.

06. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?

Solução: NUNCA dê nada.

07. Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?

Solução: Só jogue o LIXO no LIXO.

08. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?

Solução: NÃO compre deles, nem que não assista ao evento.

09. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?

Solução: NUNCA feche o cruzamento.

10. Você acha um absurdo o poder e a influência econômica de países estrangeiros ?

Solução: Prestigie a indústria brasileira, dentro do que lhe seja possível.

11. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?

Solução: Nunca mais vote neles. E espalhe aos seus amigos seu desalento e o nome dos eleitos que o decepcionam.

As eleições estão perto, é uma grande oportunidade para começarmos a práticar o último mandamento.

Se não concorda com algum mandamento, pense a respeito, já será um grande começo.


Escrito por Agent Smith às 18h07
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QUANDO PERDERES O GOSTO HUMILDE DA TRISTEZA


Quando perderes o gosto humilde da tristeza,
Quando nas horas melancólicas do dia,
Não ouvires mais os lábios da sombra
Murmurarem ao teu ouvido
As palavras de voluptuosa beleza
Ou de casta sabedoria;

Quando a tua tristeza não for mais que amargura,
Quando perderes todo estímulo e toda crença,
- A fé no bem e na virtude,
A confiança nos teus amigos e na tua amante,
Quando o próprio dia se te mudar em noite escura
De desconsolação e malquerença;

Quando, na agonia de tudo o que passa
Ante os olhos imóveis do infinito,
Na dor de ver murcharem as rosas,
E como as rosas tudo o que é belo e frágil,
Não sentires em teu ânimo aflito
Crescer a ânsia de vida como uma divina graça:

Quando tiveres inveja, quando o ciúme
Cristar os últimos lírios de tua alma desvirginada;
Quando em teus olhos áridos
Estancarem-se as fontes das suaves lágrimas
Em que se amorteceu o pecaminoso lume
De tua inquieta mocidade:

Então sorri pela última vez, tristemente,
A tudo o que outrora
Amaste. Sorri tristemente...
Sorri mansamente...em um sorriso pálido...pálido
Como o beijo religioso que puseste
Na fronte morta de tua mãe...Sobre a tua fronte morta...

Manuel Bandeira

Caros colegas, despeço-me de vocês neste momento, com este belo poema de Bandeira, a mais pura verdade em mim descrita por suas palavras.


Escrito por Leila lnoddle às 10h42
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       S U G E S T Ã O      


 

R$ 15,00 para assistir um filme é um absurdo! Precisamos fazer algo. As empresas de cinema estão lucrando exageradamente. Os preços dos refrigerantes e da pipoca são um assalto.

Para termos uma idéia, um casal numa saída ao cinema gasta, em média, R$ 50,00! Mesmo para quem paga meia entrada, o preço fica nas alturas! Sem contar os 10 minutos de propaganda comercial antes dos trailers. Se tem alguém patrocinando por que não barateiam? Podemos estar diante de um cartel pois os preços praticados não variam de uma empresa para outra.

Sendo assim, no dia 1º de agosto, não vá ao cinema. Passeie no shopping, lanche, saia com os amigos, passe em frente ao cinema mas... NÃO VÁ AO CINEMA. Queremos pagar um preço justo! Participe dessa campanha em benefício de todos! Você que paga meia lembre-se: quanto menor o valor da inteira, melhor!

Internautas, divulguem, participem!

 


(Recebi por e-mail. BruCe)


Escrito por Bruce Werk às 09h16
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A TEMIDA BEXIGA TÍMIDA

Mais um mal que assola o mundo masculino está prestes a ser eliminado. Homens do mundo inteiro estão ansiosos pela decisão do Conselho de Arquitetura de Casas e Afins (C.A.C.A.) do Turcomenistão, que criará um precedente mundial para darmos início em uma verdadeira revolução na arquitetura dos banheiros públicos.

 

Após uma pesquisa envolvendo aproximadamente 5.000 homens turcomenos, constatou-se que aproximadamente 80% da população masculina do país sofre da temível Síndrome da Incontinência Física e Urinária (S.I.F.U.), popularmente conhecida por Mal da Bexiga Tímida.

 

A S.I.F.U. manifesta-se principalmente em banheiros públicos, quando estes estão lotados e todos os mictórios encontram-se ocupados. Neste momento, homens de todas as idades passam pelo terrível constrangimento de não poder olhar para os lados e se preocuparem o tempo todo em ter alguém observando o uso do seu “órgão”.

 

Para muitos, como o jovem executivo C.A.G.A.O., 29 anos, isso pode ser uma tortura. “Já houve ocasiões em que saí de uma sessão de cinema 10 minutos antes do final do filme só para poder usar o banheiro sozinho.”, diz C.A.G.A.O., claramente abalado por sempre perder o final dos filmes no cinema.

 

Com base em relatos como este e no resultado da pesquisa, a C.A.C.A. está prestes a anunciar uma nova norma de regulamentação de banheiros, em que cada mictório deverá ser construído em cabinas exclusivas. Estará então aberto o precedente para que os homens possam se aliviar em paz.

 

Mas nem todos são a favor da idéia.

 

Ilustres psicólogos do país estão alarmados, pois dizem que essa atitude estaria apenas mascarando um grave problema, e que métodos ilusórios como este não resolvem nada.

 

“Os homens devem aprender a lidar com esse tipo de problema, e a melhor forma de fazerem isso, é enfrentarem seus medos!”, diz o Dr. Sergay Boiolévisk, presidente da associação psicológica local.

 

Ele propõe que ao invés de gerarmos altos gastos com a construção de divisórias para os mictórios, o governo devesse investir em subsídios para programas de tratamento como os desenvolvidos em sua clínica.

 

Segundo o médico, o método é simples: o indivíduo tem que aprender a superar os seus medos enfrentando a presença de alguém a fitá-lo enquanto tenta dar vazão aos sentimentos,  ou melhor, vazão ao xixi. Dr. Sergay ressalta que é tudo feito com muito profissionalismo, e ele inclusive é o encarregado de fazer o acompanhamento “in loco” de alguns casos.

 

A fim de verificar a eficácia do tratamento psicológico, a equipe da “Scientific, What?”  foi convidada a participar de uma sessão do tratamento em questão, conduzida pelo próprio Dr. Sergay Boiolévisk e temos também o nosso ponto de vista: MICTÓRIOS INDIVIDUAIS JÁ!


Escrito por Muta às 21h19
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Os urubus

Os pés se confundem com o lixinho ali no meio do lixão da cidadezinha dos pouco-muitos miseráveis da megacidade. Cidadezona. Cidadãos de bem não olham para os pezinhas que levam Elizabete na busca. Nome de rainha. Cabelos cinzentos. Um louro desnutrido. Olhos quase nada.

Os pés confundidos fundidos no monturo, nas caçambas, naqueles poucos açudes que se formaram ontem com a chuva que veio da cidade. A vida cheia de nada. Por quê existiriam os estômagos? Orgãos. Inúteis. Dão o sinal da fome. Peças de anúncio da inércia. Emblema da renúncia do nada. Para quem tem o que comer: ótimo.

Se mastigar fosse como respirar, se diria que haveria pequenas e grandes vendas e mercados supermovimentados de sacas fartas e caras, cheinhas, cheinhas de ar. Dizem que haveria alguns muitos saquinhos com ar usado, mordido, lambido e rejeitado pela chuva da cidade. Então uma gente que não toma banho de chuva, uma nossa gente, iria comê-los-respirá-los junto, bem junto de narizes pedintes - infinitos narizes. Aves sujas raramente feias sem remédio - famintas não raramente - disputariam o direito de rasgar os ares mortos largados no chão não pisável.

Os pés sustentam aquele corpinho de anos quartos. Pés somente. Sementes dos vermes. Ontem, a menina mordeu um bolinho mordido. Sem verme. Dividiu com sua irmã Jaqueline. Nome de quem já comeu bolinho sem poeira. Tirou a poeira e devorou.

Às vezes se leva um lixo à pança. Um pouco só - que mal há? Quando muito, pode acontecer de alguém virar urubu. Comenta-se que na cidadezinha dos miseráveis os urubus são meninos e menias que se fundiram ao lixo. Hoje, os urubus não sabem ler nem escrever. Só querem ao lixo, onde fazem um ninho de resto e disputam o direito de voo com aqueles que já não têm esperança.

]Osmar Filho
Escrito por Avó Peluda às 17h18
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Um momento na infância

Aula da Primeira Série A na cartilha Caminho Suave, letra C. A-cu-i-a-é-de-co-co.

Dentinho de arroz me espera no portão. Segura a minha mão e atravessa a rua. Passa na padaria e pede quatro pães. Dá o embrulho quentinho pra eu segurar. — Não amassa... 

Em casa, Boquinha de Doce conversa com a mulher negra de lenço de florzinha amarrado em forma de triângulo sobre os cabelos, havaianas nos pés inchados cheios de rachaduras brancas e umas pintinhas bem pretas no rosto. Penduro-me nas grades desenhadas do portão laranja e fico ouvindo a conversa. Quando pergunto alguma coisa a vó ralha comigo. Eu sei que a dona Bastianinha é mãe daquele moço que de vez em quando joga capoeira na calçada e que o marido dela, o Ginda, é um homem que desce gingando todos os dias a ladeira onde fica a minha casa. Acho que por isso que ele tem esse nome.

Um outro homem de chapéu também sempre vem conversar com a minha vó, o Ataliba. Nome esquisito. Por que será que ele se chama Ataliba?

Na mesa vermelha da cozinha eu faço minha tarefa. O meu caderno é novo, de linhas azuis claras e folhas macias, e a capa é da Moranguinho. Eu não gostei nada daquele caderno áspero e amarelado que o prefeito mandou pra nós. Depois vou tentar copiar a casa da Moranguinho, um cogumelo com porta e janelas, no papel do pão.

A minha amiga Suzi me deixou de presente um broche de elefante dourado, e uma caixa de giz colorido!. Eu pintei todo o quintal de casa com o giz, ela viu e ficou muito brava comigo. Pediu o elefantinho de volta. Ele estava no bolso do meu vestido que tem um navio azul e verde na frente, que o tio me deu. Fiquei tão triste, não entendi por que ela ficou brava. Agora só vou poder pintar o quintal com as flores dos vasos quando chover.

Boquinha de Doce hoje vai na loja onde tem um monte de coisas pra olhar e mexer. Ela acaba de subir o morro e encosta na parede daquela casa colorida com jardim que fica na esquina. Depois a gente vai bem devagar, ela encontra a tia Olívia e fica conversando mais um pouco... (tia Olívia sabe fazer crochê e fez até um tapete de saquinhos de leite para a vó pôr na varanda!).

A loja é escura por dentro, e tão bagunçada que fica até mais bonita. Só fica uma mulher por lá, de cabelo bem enroladinho e meio velha. Num canto tem várias gavetinhas, e dentro delas há linhas coloridas, uma cor por gaveta. Na gaveta das amarelas tem amarelo claro, um amarelo claro meio verde e amarelo escuro. Na das vermelhas tem algumas linhas cor-de-rosa misturadas. E todas têm capinha transparente. Eu ia tirar a capinha de uma pra colocar no dedo, mas se a vó visse...

Tem também a gaveta dos botões. Grandes, pequenos, redondos e quadrados... E as linhas de bordar que parecem um bujãozinho trançado colorido. E meadas (meada não é um nome bonito?). E os tecidos, os lenços, as tiaras e as presilhas. Vovó me comprou um par de baratinhas cor de laranja e para minha irmã, vermelhas.

A tarde vai chegando na pracinha. Amanhã vou na escola com as presilhas. Quando eu crescer, vou comprar um monte delas e também de linhas, uma de cada cor, pra guardar na minha casa.


Escrito por Atena às 08h57
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Vasculhei a minha mente em busca de algumas lembranças de minha família e de meu dia-a-dia enquanto criança e consegui encontrar esses pequenos mas preciosos tesouros. O que posso dizer hoje, quase vinte anos depois, sobre tudo o que passou?

Minha avó Gonçalina (Boquinha de Doce) faleceu quando eu tinha nove anos, a minha vizinha e amiga, Suzi, mudou-se daqui antes disso, Conceição (Dentinho de Arroz), empregada-babá, já faz uns quatorze anos que é minha madrasta, a dona Bastianinha também faleceu, antes até da minha avó, e não vejo mais seu filho jogando capoeira, mas às vezes ele passa descendo a rua como o pai, que agora está velhinho mas ainda conserva um pouco da ginga.

O portão laranja deu lugar a outro de grades brancas com lanças na ponta, a casa colorida onde a minha avó se encostava para descansar transformou-se em um grupo de oração católico. Tia Olívia faleceu ano passado, a loja de armarinhos simplesmente desapareceu, provavelmente foi até demolida.

Hoje em dia nem sei o que faria com um monte de presilhas, pois meu cabelo é bem curto, e nem com as linhas. Embora as cores delas continuem mesmo muito bonitas, infelizmente já não me causam o mesmo encanto de antigamente...

Às vezes acho que todas essas lembranças podiam dar um bonito filme, ou pelo menos um livro, desde que eu tivesse talento suficiente para escrevê-lo. Falando nisso, os nomes fictícios Dentinho de Arroz e Boquinha de Doce são uma homenagem à obra “Olhinhos de Gato”, de Cecília Meireles, a grande escritora e poetisa que foi capaz de captar com lirismo e  perfeição a visão que ela, menina, tinha do mundo à sua volta durante a infância. No livro, ela usa esses adoráveis codinomes para referir-se à sua avó e à babá. “Olhinhos de Gato” é o codinome dado à própria Cecília.

 

Abrindo a gaveta das lembranças


Escrito por Atena às 08h56
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Ano de eleição costuma ser sempre muito chato.. A obrigação de ter de ficar de "antenas em pé", ouvindo todos os noticiários, lendo tudo que posso a respeito destes respeitáveis senhores, sobre tudo que fazem, ou deixam de fazer, não é das tarefas mais agradáveis.

Primeiro, porque não costumo dispor de tanto tempo assim para esse tipo de busca; acaba sendo sempre no intervalo de qualquer coisa que esteja fazendo, no fim de noite, quando costumo chegar em casa..

Segundo, porque, não raras vezes, me sinto uma verdadeira pateta, ao constatar o quanto discordo das ações, ou falta delas, destes nossos representantes. Aumento de seus próprios salários sem consulta à população, votações de pautas importantes para a sociedade que insistem em não serem votadas, o crescente aumento dos impostos, a falta de idoneidade e de caráter de certos políticos tornam esta já insossa tarefa ainda mais penosa.

Isso sem contar a verdadeira lavação de roupa suja que eu sou obrigada a ver nos dias de debates, e as absurdas promessas nos horários eleitorais, um horror.. É incrível como todos eles têm soluções inovadoras, que mudarão por completo a realidade triste que a população vive de violência e caos.

Me recuso a acreditar que nada do que nossos prefeitos, governadores e demais administradores do poder publico anteriores seja utilizável. É lógico para mim que, durante estes mandatos, alguma equipe deve ter desenvolvido alguma pesquisa ou estudo, que tenha culminado num projeto útil para a sociedade e que ficou engavetado por falta de interesse de seus superiores. Partindo desse princípio, a do aproveitamento de boas idéias, eu me livro da sensação ruim de ter de ouvir, a cada nova administração, que tudo será novo e lindo.

Eu não acredito em coelho da Páscoa, nem em Papai Noel, tampouco em promessa de ninguém. Mas sim em propostas razoáveis, de visão realista da atual situação que vivemos, que sejam capazes de dar alternativas de melhoria de vida para a população.

O pior disso tudo é que não se tem nem o direito de desanimar e desistir, pois isso dá espaço a gente de má-fé, que insiste em se aproveitar enquanto não prestamos atenção em suas ações para usufruir de recursos que deveriam ser empregados em benefício da sociedade, que sustenta toda essa complexa máquina. É apenas uma idéia.


Escrito por Leila lnoddle às 10h23
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Pouco antes da Playboy...

Com suas meias 7/8 e extravagantes cintas-liga, corpetes com babados rosa e ingênuos lacinhos na cabeça, elas incendiaram o universo masculino durante mais de 3 décadas.

 

As Pin-ups não precisavam mostrar os seios (embora o tenham feito em determinadas ocasiões) ou outras partes íntimas. Os homens da década de 40 a 60 contentavam-se com imagens de garotas em roupas, acessórios e posições sensuais estampadas em cartões (os famosos Girlie Postcards), ou espécies de pôsteres ou calendários que podiam ser pregados na parede com um alfinete (em inglês: pin, daí o nome Pin up).

 

Durante os difíceis anos de guerra, pin-ups, calendários, cartões e bottons foram colecionados com afinco por rapazotes rumo aos acampamentos.

 

Com o tempo surgiram revistas especializadas nisso que hoje chamamos de arte, mas que na época deveria ser uma vulgaridade aos olhos mais conservadores. Eram as Girlie Magazines, avós da Playboy.

 

Diferente de se deixar fotografar para uma revista masculina hoje, onde é possível aproveitar-se da Idade do Ouro dos meios de comunicação para auto projetar-se, as modelos que pousavam para os artistas das pin-ups eram em sua grande maioria completamente desconhecidas ou simplesmente fruto da imaginação de quem desenhava.

 

Corpos e performances flutuantes no imaginário masculino, sem nome ou identidade. A personalidade ficava por conta dos artistas que, além disso, realizavam o que hoje é deixado para o Photoshop, ignorando pequenos defeitos e acrescentando sensualidade.

Sensualidade anônima


Escrito por Srta. Quaresma às 01h10
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Algumas garotas, no entanto, ficaram bastante famosas. Tais personalidades nem precisavam das mãos mágicas e photoshopicas de um ilustrador. Suas pin-ups eram fotos reais.

 

É o caso de Betty Grable, conhecida por ter as pernas mais belas da época, posteriormente colocadas no seguro, e elevada ao título de Rainha das Pin-ups.

 

Rita Hayworth, célebre por seu papel em Gilda, teve uma de suas pin-ups sobre um projétil lançado em Bikini, e ficou conhecida como a Garota Atômica.

                    

Na ordem: A Rainha das Pin ups e a Garota Atômica

Marilyn Monroe pousou nua para um calendário antes da fama e estreou a Playboy, saindo na capa da primeira edição, em 1953. Suas imagens foram estampadas até em baralhos.

 

Não menos ilustre que as últimas, Bettie Page, num estilo singular, transformou-se em ícone do sadomasoquismo.

A mais famosa Pin-up de Marilyn, e Miss Page para capa da Eyeful

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Para informações sobre os ilustradores, assim como mais imagens de suas pin ups:

The Pin up Page


Escrito por Srta. Quaresma às 01h07
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ODETE ROITMAN TE DESPREZA

Não! Não é de minha autoria essa frase genial que encabeça o texto de hoje, mas de mais uma das comunidades do Orkut - uma rede de malucos sobre que muitos já têm escrito e sobre que eu não desejo passar minha vida inteira discorrendo. Bom, sou usuária do estranho programa que a Clara McFly, uma das Garotas que dizem ni, explicou muito bem aqui; e, como sou fã de vilãs em geral, não poderia deixar de lembrar do status de riqueza, pedância e classe de que gozava Odete Roitman em outra genial novela de Gilberto Braga - Vale Tudo, de 1988.

Os vilões de Vale Tudo eram muito parecidos com os bandidos que têm figurado nas páginas de jornal que misturam política, coluna social e polícia. São sinônimos muito emblemáticos de pessoinhas como Sergio Naya (aká Sérgio Canaya), Rodrigo Silveirinha, João Alves (aká anão-do-orçamento-que-confessa-ter-muita-sorte-e-fé-em-Deus-para-ganhar-175-vezes-na-loteria), Jorgina dos Santos (aquela de cabelos muito revoltos e de bolso também muito revolto que fraudou a previdência com muitos muitos muitos sacos de dinheiro). Lembremos de Odete Roitman revestidas de jóias não compradas em programas como Mil e uma noites, da CNT e de  Fátima (Glória Pires), golpista de primeira, que protagoniza uma das melhores/piores cenas da novela - Raquel (Regina Duarte) está vendendo sanduíches na praia gritando (de canga estampada e chapéu): "Sanduíche natural, olha o sanduíche" e encontra a filha (filha?) tomando sol com... amigas... A moça pede-lhe descaradamenteum sanduíche fingindo que não a conhecia e a tratando como se fosse uma qualquer! Um show de desumanidade e soberba gratuitas. E não se pode deixar de lembrar que Fátima fazia par romântico e golpista com César (Carlos Alberto Ricceli) e se deram bem, pegando avião e tudo pra Europa, no fim da novela e do mistério "Quem matou Odete Roitman" - a Cássia Kiss ou a Leila.

Não que seja extremamente necessário prender esse simulacro às muralhas da memória coletiva... Mas é muito clara a repetição desses temas na cultura do "quero cair fora" brasileiro - isso deixa alguns tristes; outros alegres. Alegrar-se com a injustiça ou humor negro ou como se queira nomear isso é uma escolha. Multipla escolha?


Escrito por Avó Peluda às 21h24
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Há quem goste de ver imagens nas nuvens

Quando eu era criança, na minha casa não havia laje e nem forro: só o telhado. Eu dormia num beliche, e se ficasse de pé em cima dele conseguia até tocar o teto da casa.

Antes de dormir, à noite ou à tarde de vez em quando, ou nos minutos entre acordar de manhã e sair da cama, gostava de ficar olhando para os desenhos que as variações de cor e as linhas das telhas formavam. Eram rostos, pessoas, animais, objetos. De vez em quando eu fazia isso também na casa da minha avó, mas lá as formas surgiam no piso de tacos brilhantes da sala.

As formas eram tão perfeitas que às vezes parecia que alguém havia pintado tudo aquilo intencionalmente: um homem de bigodes muito sério, uma moça com chapéu de camponesa olhando tristemente para o nada, um elefante, um cachorrinho. Alguns desenhos também proporcionavam ilusão de ótica: olhando-se de um jeito, via-se uma coisa. Mas detendo-se a outros detalhes, via-se um segundo desenho, até mesmo um terceiro. Só depois de muito tempo descobri que havia gente que gostava de desenhar e pintar figuras com duplo significado. Atualmente a abertura da novela das seis da rede Globo, Cabocla, também utiliza esse belo artifício.

Desde criança eu já sabia que tudo aquilo era, de certa forma, criado por mim, que era a minha imaginação a selecionar e unir linhas e tons que formariam as figuras, tal qual faziam os povos antigos ligando as estrelas e dando nomes às constelações conforme a imagem que formassem: Ursa Maior, Pégaso, Cruzeiro do Sul.

A brincadeira era antiga, e minha avó também via perfeitamente nas manchas da Lua a imagem de São Jorge a cavalo matando o Dragão com uma lança, como até hoje ouvimos falar. Era mesmo um paradoxo que ela pudesse enxergar o Santo à tão longa distância mas sempre pedisse a uma das netas que a ajudasse a colocar a linha na agulha.

(Nota: A mesma neta que costumava ajudá-la nesta atividade algum tempo depois precisaria de óculos para reconhecer alguém de longe e o ônibus do trabalho).

Havia também uma simpatia antiga em que a moça aspirante à esposa deveria, na noite de São João, inserir uma faca nunca usada no caule de uma bananeira, e depois procurar em sua lâmina a inicial do nome de seu futuro marido. Para mim não poderia haver coisa mais mágica: quer dizer então que a letra do ‘felizardo’ apareceria ali, claramente? Só muito tempo depois fui considerar a hipótese de  que a resposta esperada pela moça pudesse não ser tão clara assim, e que a imaginação dela talvez fosse capaz de induzi-la a ver a tal letra.

São mesmo simpáticas as simpatias como esta. Mas me assusta pensar que já houve casos de multidões fazendo romarias e orando em frente a um vidro ou qualquer outra superfície onde se via alguma imagem ‘parecida’ com Jesus ou Maria (digo ‘parecida’ entre aspas porque se ninguém dos dias de hoje viu nenhum dos dois pessoalmente, ninguém tirou foto nem deixou suas descrições físicas, como é que podem saber se a imagem se parece mesmo?).

Ao que parece, as brincadeiras sempre viram coisa séria no mundo dos adultos, esses mesmos que riem da ingenuidade das crianças brincando de guerra e de polícia e ladrão...

Tive uma professora que dizia que a credulidade e a curiosidade humana podem ser infinitas. Ela propunha um teste: Que algum dia parássemos bem no meio da calçada e olhássemos para o céu, com uma expressão de estranheza. E permanecêssemos ali. Que cruzássemos os braços, coçássemos o queixo, depois a cabeça. Após um tempo, alguém apareceria e olharia também para o céu, tentando encontrar aquilo que tanto nos chamava a atenção. E um a um, os curiosos passariam para dois, três, quatro, até que logo dezenas de pessoas estariam olhando para o céu procurando alguma coisa que nem elas sabiam o que era. Caso alguém perguntasse o motivo da curiosidade, poder-se-ia dizer que tratava-se de uma luz diferente no meio das nuvens, e cedo ou tarde alguém já estaria ‘vendo’ alguma coisa realmente muito estranha.

Tentei fazer o teste em casa, mas não funcionou. Perceberam que eu estava tentando pregar uma peça. Talvez se tivesse feito algumas aulas de interpretação dramática... Na rua também não sei se conseguiria convencer. Mas que tem gente espalhada por aí com bastante talento pra fazer as pessoas verem coisas onde elas não vêem nada..., ah, isso tem.


Escrito por Atena às 10h27
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Onde? Onde?

Referências: Sobre as constelações / Sobre simpatias / Estereogramas e Ilusões de Ótica / Sobre a arte de iludir


Escrito por Atena às 10h24
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ESPERANÇA PARA O FUTURO

Um dia eu pretendo ter filhos. Não agora, pois ainda tenho muito a construir na vida, mas creio que chegará o momento em que estarei pronto para tão importante tarefa.

 

Muitos podem argumentar que fazer isso hoje em dia é um absurdo. Para que colocar mais alguém num mundo com tanta violência, pobreza e tantos outros problemas? Mas eu não penso assim!

 

Em maior ou menor escala, problemas sempre existiram, e eles só poderão ser resolvidos pelas próximas gerações, a partir do terreno preparado pelas anteriores. Por isso, se não continuarmos a nossa espécie, não teremos as chances necessárias para mudar tudo.

 

Só que não estou dizendo que devemos sair por aí fazendo filhos a torto e a direito, sem nenhuma preocupação, pois eles resolverão tudo. Se isso for feito dessa forma, o problemas só tenderão a piorar.

 

Portanto, temos que fazer a nossa parte, trabalhando para deixar o melhor mundo possível para os nossos filhos, e criando essas crianças com grande responsabilidade, para que eles cresçam e saibam do seu importante papel.

 

Se todos fizermos um pouco já estaremos fazendo muito! Uns ajudam os desamparados, doam sangue ou alimentos, enquanto outros ajudam a minimizar a mediocridade do mundo, trazem alegria e muito mais. São formas completamente diferentes de agir, mas igualmente importantes para todos.

 

Temos que ficar contentes, então, quando vemos as pessoas que ajudam a melhorar o mundo se preparando para criar a próxima geração, pois podemos ter certeza que eles o farão tão bem quanto tudo o que já fazem com maestria.

 

Boa sorte a vocês, portadores da Esperança para o Futuro!


Escrito por Muta às 13h00
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POR DO SOL

Com será o Amanhã, após este Pôr do Sol?

 

O que esperar do próximo Raiar?

 

Sol ou Chuva?

 

Verão ou Inverno?

 

Calmaria ou Tempestade?


Escrito por Muta às 12h59
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E agora... a Edição Especial de Aniversário

Aniversário estranho, natal bizarro e ano novo sem noção

 

É, você comprou 3 grades de cerveja, gastou R$10,00 imprimindo panfletinhos coloridos, alugou uma casa com piscina, fez depilação, comprou uma cinta-liga pra usar com uma meia vermelha ridícula, gastou R$30,00 no salão de beleza só pro seu cabelo ficar o mais básico possível, espalhou pra deus e o mundo que era seu aniversário e... tomou rivotril. A última coisa que você se lembra é de ter urinado na cozinha enquanto três garotas te olhavam horrorizadas. E assim como naquele filme “100 cigarros”, você apareceu em todas as fotos dormindo.

 

Essa cena é bastante comum se você ignorar as especificidades. Datas comemorativas geralmente são super valorizadas. “Se divertir” parece ser psicologicamente obrigatório. E isso é claro, gera uma série de frustrações, como:

 

- Ver o garoto que você está afim com outra no seu aniversário de 15 anos

- Brochar na lua de mel

- Brochar na lua de mel e logo depois dormir no meio do sexo

- Pisar numa garrafa quebrada no fim da festa de ano novo, e iniciar o ano com pé esquerdo no hospital

 

É aceitável que uma data comemorativa não seja excelente, mas ela tem que ser pelo menos “boa”. Pra que um dia normal seja considerado ruim, ele precisa apenas ser ruim. Mas pra que o seu aniversário seja uma droga basta que ele não seja “bom”.

 

Da mesma forma, nesses dias “importantíssimos”, o “ruim” é sempre elevado à quarta potência. O seu namorado pode acabar com você em qualquer dia do ano, que será igualmente péssimo. Mas se esse dia for o natal, isso se torna um terrível agravante.

 

E assim, natal, ano novo, casamentos, festas de 15 anos e outros aniversários constituem eventos de sensibilidade extrema, nervos a flor da pele, estresse, briguinhas desnecessárias e a famosa frase “Meu feriado foi uma m#*%@”.

 

A obviedade frequentemente ignorada é o fato de que momentos muito legais são sempre espontâneos. E não se repetem. Tenho a impressão de que a probabilidade de que uma situação desse tipo ocorra logo no dia do seu aniversário seja pequena. Logo, o esforço extremo pra que essas datas sejam perfeitas parece-me vão.¹

 

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¹ Por Srta. Quaresma, agora com 21 anos: “Até Já posso ler Bukowski
Escrito por Srta. Quaresma às 23h47
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Todas as profissões do mundo

Sabe quando uma pessoa desde pequena deseja seguir apaixonadamente “Aquela profissão”? Não importa a série em que esteja, todo o seu interesse durante o período escolar é quase totalmente direcionado para aquilo. Até que chega o vestibular e esta pessoa transforma-se num ser academicamente realizado. Pois é. Isso não aconteceu comigo.

 

Desde muito pequena até o vestibular eu sempre mudei de opinião a respeito de que profissão seguir em espaços de tempo curtíssimos. Talvez as coisas tivessem sido diferentes se não ficassem me pressionando o tempo inteiro com perguntas irritantemente clichês: “O que você vai ser quando crescer?” Ninguém sabe se por curiosidade ou escrotice.

 

O assombroso é que, de todas as profissões já desejadas por esta cabecinha confusa, definitivamente uma não tinha nada a ver com a outra. Citando a título de exemplo em ordem cronológica:

 

Escritora

Admirável que uma criança que mal aprendeu a escrever queira ser escritora, não? Pois essa foi a primeira coisa que eu quis ser em toda a minha vida. Minha Tia Alda alimentava tudo, ensinando noções básicas de redação. Porém fazia questão de me lembrar a todo o momento “Você quer ser escritora quando crescer? Minha filha, ‘escritora’ não é profissão. Você tem que seguir carreira em alguma coisa, daí você escreve livros sobre isso.” Pausa para minha expressão interrogativa, anos depois, tentando imaginar o que Paulo Coelho tinha feito além de escrever sobre misticismo.

 

Cientista

Não me explicaram direito o que era ser cientista. E se tivessem me falado de cientistas sociais já naquela época, tenho certeza de que meu interesse não passaria de 2 semanas. A imagem que me vinha à cabeça era de laboratórios e tubos de ensaio. Eu posso até apoiar a divulgação científica para crianças. Mas não acredito que jogos como Alquimia incitem nas mesmas algo mais do que o prazer de misturar todas as substâncias aleatoriamente pra ver no que dá. Poucas são as crianças que têm a paciência de fazer todas as experiências de acordo com o manualzinho.

 

Direito

Sim, eu quis fazer Direito. Minha mãe quis que eu fizesse Direito. Acho que porque a vontade dela sempre foi essa. Ela iniciou o curso, mas parou até hoje ninguém sabe por que, fez Pedagogia, virou professora, funcionária pública, e passa metade de seu tempo reclamando do governo.

 

Arqueóloga

Pode parecer inconcebível que uma garota que nunca foi fã de Indiana Jones¹, e deteste com todas as forças de sua alma “Caçadores de Relíquia” possa ter desejado em algum momento ser arqueóloga. Pois foi exatamente esse desejo reprimido durante anos que me trouxe ao curso de História.


Escrito por Srta. Quaresma às 23h30
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Já na 8ª série, meu Tio Lira me presenteou com sua mais nova preocupação: o meu futuro. Entregou-me um “Guia Abril do Estudante 97” e esperou que aquilo me ajudasse a escolher o que fazer da vida, afinal, faltavam “apenas 3 anos para o vestibular”.

 

Claro, aquele guia certamente me ajudou a concluir de vez que de fato eu não fazia a menor idéia de como ganhar dinheiro. Eu não tinha noção da quantidade de profissões que existiam até ver aquele guia. E foi assim que coisas como “Engenharia mecatrônica” entraram para a minha lista de possibilidades.

 

Eu ainda tive que comprar o Guia do Estudante 2000, e 2001 para fazer uma lista cada vez maior. Gosto de lembrar que História sempre entrava em todas as listas. Talvez isso me faça acreditar que de fato estou no curso que quero, e não que História tenha sido apenas uma bizarrice de momento.

 

O que resultou disso tudo foi que 1 ano antes do vestibular eu queria fazer Relações Internacionais e Comércio Exterior. E às vésperas do mesmo eu tinha certeza absoluta de querer Design de Moda. Como não havia o curso de Moda em Pernambuco, optei por Artes Plásticas, que era o mais próximo da coisa. Ainda bem que não passei. Nunca teria largado tudo pra fazer História.

 

_________

¹ Aliás, em se tratando disso, poderia ainda dizer mais: que nunca vi um filme da série ou sequer uma capa de vídeo. Ressalva para a pornô-paródia “In Diana Jones”. Mas o texto da série “Filmes bizarros e outras bizarrices” fica pra outra vez.

 


Escrito por Srta. Quaresma às 23h29
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Amor Amor laiá laiá

A avó está apaixonada! Isso não é lindo!? O amor é realmente muito brega. Por conta disso, passei por uma crise de criação; estava realmente sem tema pra escrever, pensando na pessoa dos meus sonhos 24 horas por dia. O amor realmente tira a nossa criatividade. Acredite que estava me queixando dessa falta de idéias com um amigo no sábado, e ele me recomendou continuar falando sobre o amor. A verdade é que desde a última experiência traumatiquíssima com Avô Pelado, meu antigo marido, não tenho muitas vontades de tocar nesse assunto. Mas agora que o Walmor Chagas conquistou meu peludo coração e, de uma vez por todas, tirou o fantasma de Avô Pelado da minha cabeça, posso falar que meu ex:


era antiquado: eu, uma senhora moderna, versátil, fitness, à frente do meu tempo, agüentei 22 anos de casamento com Avô Pelado, que vivia enchafurdado em enciclopédias. Pelado vendia enciclopédias de porta em porta com seus óculos redondinhos, sua cara de farinha crua, remédios da hipertensão e coletinho de lã – era um estorvo na minha vida aquele velho babão! Ele não entendia por que meu ofício era fazer sabonetes sensuais!

já não escutava direito aos 40 anos: tive de agüentar avô pelado me atazanar as idéias durante um bom tempo até me acostumar com sua surdez. Pelado perde a audição quando mexeu com a mão e a granada que punha ao lado dele para, digamos, dar-lhe um susto, caiu no chão, ao longe, e explodiu. O barulho e os meus risinhos macabros (hihihihihihi) desde a cozinha o deixaram surdo, mas vivo. Tá! Não existia mais o amor, não existia a paixão, nem rolávamos nas noites de sábado – a morte era necessária.

fazia o que eu mais odiava: Pelado toda santa sexta-feira queria ir para o danado do Baile da Melhor Idade de Madureira– era muito chato: um monte de colega de cabelo roxo e saia com estampa de cachimirra, blusa azul royal com ombreiras; uma porção de senhores com cara de Daltro Cavalheiro / Reginaldo Rossi tentando saber o segredo dos meus sabonetes sensuais. Tsc, tsc. Não dava. Eu queria mesmo era a boite.

assediava a Verona: quase não perdoei essa traição, mas, como Avô Pelado tava mais pra Avô Pelanca, deixei a Verona se divertir com ele ou com o que restava daquilo – nada. Fez um grande favor pra mim.

 
dava cuecas de presente para todos os nossos sobrinhos: quem já foi presenteado por tias em natal sabe que o mais provável é ganhar cueca, calcinha ou porta-retrato. Um hábito de tias, certo? Errado. Avô Pelado tinha o estranho hábito – além de andar pelado pela casa – de dar cuecas para os nossos sobrinhos. Eu morria de vergonha, pois eles achavam que tinha sido eu quem escolhera a lembrancinha – esse foi pra mim o início do fim.

O fim: Avô Pelado pinta o cabelo: um dia estava dando consultoria de moda pelo telefone e vejo aquilo entrando com uma coisa preta na cabeça: Que houve com você, Pelado? Gostou não meu chuchuzinho? Não me chama de chuchuzinho, eu já te disse que eu odeio que me chamem de chuchuzinho! Ah! Meu chuchuzinho, pintei o cabelo por sua causa – to um gatão não to, meu amor!? Deixei a coisa falando sozinha, fui até a copa, peguei uma espingarda, voltei a sala e disse: você tem 30 segundos para deixar essa casa – está tudo acabado entre nós.

E foi assim que terminamos uma relação de anos. Agora estou pronta pra outra, eu e Walmor – o amor – vamos construir uma história juntos... Veja os bilhetinhos de amor que ele me mandou:

Você me satisfaz

Apesar das brigas, te amo

Você me completa

Você é a coisa mais linda e peluda que eu já vi na minha vida

 


Amado Batista embalará o nosso amor!


Escrito por Avó Peluda às 12h25
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Deus é Lógico!

Pessoal, primeiro desculpa por ter ficado tanto tempo (duas semanas) sem postar e vou ser sincero com vocês, além de estar na maior correria com novas atividades em minha vida assumo que faltou inspiração.

Mas lendo o penúltimo post do Bruce (Tem tanta ficha caindo...) ela, a inspiração, voltou mais forte do que nunca e por isso não vou esperar até sabado para postar.

Conheço algumas pessoas que acreditam fielmente (se é que isso é possível) que Deus não existe, ou melhor, que é puro fruto de nossa imaginação, isto é, nós O criamos.

Eu, como todos já sabem, penso sempre pela lógica, desta forma conclui que a inexistência de um Ser superior, Criador de todas as coisas é totalmente ilógico.

Pela lógica de Lavousier (incontestável a anos), se tratando de matéria, nada se cria, tudo se transforma. Isso para mim é uma verdade absoluta, alguém consegue provar ao contrário?

Mesmo que toda a matéria do Universo um dia foi um único ponto condensado no meio do nada, esse ponto não poderia ter surgido dele mesmo ou "aparecido" do nada conforme o postulado de Lavousier.

Portanto nada mais lógico que Deus (ou o Nome que você preferir), um Ser acima do nosso entendimento, tenha criado esse ponto ou qualquer que seja o ínicio de tudo.

...
Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como isso Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
É isso maldade então, deixar um Deus tão triste.
...
(Índios - Renato Russo)

No texto acima, no meu entender, é não acreditando Nele que O matamos, deixando-O tão triste :(

Outra coisa que não acredito, Santíssima Trindade, apesar de não se trantar de algo material para mim é ilógico, mas isso fica para outro post.

Muita Paz e Luz a todos.

Agent Smith


Escrito por Agent Smith às 08h58
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Se não compreendo, não faço, não digo... Se não sinto, não manifesto...


BruCe



Escrito por Bruce Werk às 08h29
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Tem tanta ficha caindo...
(Diálogo via Messenger® com a amiga Cláudia)


CLAUDIA - INNOVISION diz:
"Algumas pessoas têm amor por você, outras têm raiva. O que sentem nem sempre depende de seu comportamento. As reações delas às vezes são justas, outras vezes são injustas. Dê sem contabilizar. E esteja atento às necessidades delas.”
(Dalai Lama)

BruCe diz:
Uau!!!
Que semana... Começamos ela inspirados... E eu já posso sentir isso... Você vem confirmar! OBRIGADO!

Vai parecer "caô" se eu dissesse que agora pouco estava limpando o aquário do Kraft (peixe que comprei no Shopping de São Caetano na época que trabalhamos juntos)... E lembrei de você...
Nada é à toa... Nada é desperdiçado nesse mundo...
PORÉM, para chegar-se a isso, é preciso zelar, estar desperto...

CLAUDIA - INNOVISION diz:
Eu acredito muito nisso!

BruCe diz:
Voltado para si, para a Verdade, para "O Deus"...
... Deus que nem sempre ouvimos, respeitamos e louvamos...
E se louvamos, devemos fazê-lo de bom grado, sem medo, sem obrigação, mas sim por amor e devoção...

CLAUDIA - INNOVISION diz:
Ele esta sempre presente em nós e entre nós.

BruCe diz:
Isso mesmo...
Tem tanta ficha caindo, Clau...

BruCe diz:
Deus é tão simples... E ainda assim tão sutil...
Permeia tudo... É tudo e ao mesmo tempo nada...
E é assim simplesmente por que Ele É...

Há um Deus... E ele não se define... Não se exprime... E ainda assim, enche nossos olhos... Transborda nossos corações... Nos faz tudo compreender... Tudo ser...
Sem mentira, sem desvios...
Não está em páginas, apesar de estar...
Não está na TV, apesar de estar...
Está em você! Por isso, manifeste! Sem mentira, sem medo...
Por que:
ELE É VOCÊ!

BruCe diz:
- Isso é tudo!
E o tudo contém o nada...
E o nada traga o tudo... Pois o contém...
Tudo se mistura, tudo se encontra e se revela no Uno: O centro do pêndulo, à direita da esquerda, à esquerda da direita; no centro!
O centro... Acima do bem, acima do mau... Que contém sem pender ambos!

BruCe diz:
Eu quero estar no centro, Cláudia...
E não quero por capricho, não quero nas palavras...
Mas quero porque É O MEU LUGAR, É O SEU LUGAR...
É o lugar do SER HUMANO, e não necessariamente do "bicho homem"...

E que pena que nos "esqueçamos"... Nos distanciemos disso... Quanto raça, quanto dia a dia, quanto palavras... Quanto filhos...

CLAUDIA - INNOVISION diz:
(Eu estou aqui, apesar de não responder nada...)

BruCe diz:
(Eu sei que está...) É preciso voltar, retornar à Verdade... Que nossa volta a essa casa (a casa da Verdade), seja serena, seja sutil, mas avassaladora... que esta volta para o verdadeiro lar (Deus, o "EU SUPERIOR"), seja este intervalo que chamamos vida... Ainda em vida...

BruCe diz:
É como se viver fosse o caminho de volta para casa...
E vamos ficando cada vez mais perto... E as milhas deste caminho vão diminuindo...
"Quando se nasce já se está morrendo"... E não veja a morte como o carrasco, mas a fronteira... A revelação...
... Evento previsto e criado pela Santa Mecânica da Vida...
... Essa vida (esse cosmo, esse código) é o Deus...
E Ele se manifesta na chuva... na formiga, nas fezes...
E finalmente em MIM... EM VOCÊ! E em tudo o que permeia o mundo e "o além mundo"...

BruCe diz:
Amém!!!

CLAUDIA - INNOVISION diz:
Amém.

BruCe diz:
Clau, da vida eu só quero uma coisa: VERDADE.
VERDADE TRAZ ENTENDIMENTO...
ENTENDIMENTO TRAZ SALVAÇÃO (Realização)...

CLAUDIA - INNOVISION diz:
Com certeza!
A verdade...
O sentimento verdadeiro: Paz com você...

BruCe diz:
YÁ!*

(* É isso aí!)


Escrito por Bruce Werk às 08h27
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Amizades Reais

Considero a internet bem mais do que um mero avanço tecnológico: muito além dos fornos de microondas e dos sofás infláveis ela veio modificar nossa rotina diária e, se deixarmos, até mesmo alterar os rumos de nossas vidas.

Hoje temos acesso a detalhes de praticamente todos os assuntos que incitem nossa curiosidade, inclusive aqueles que não constam das enciclopédias. Hoje podemos nos conhecer e trocarmos idéias sem jamais termos visto o rosto ou apertado a mão de nosso interlocutor. Ah, sim, e hoje podemos também baixar músicas e outras coisinhas mais pelo Kazaa.

Quando eu era menina, o contato com pessoas distantes e desconhecidas era feito através de listas de correspondência de revistas e gibis, para troca de cartas e outros materiais entre indivíduos com interesses comuns ou apenas dispostos a iniciarem uma amizade. Lembro-me de uma vez em que venci a timidez e decidi escrever para um nome que me pareceu simpático, de uma garota da minha idade. Cerca de três meses depois recebi uma resposta amigável escrita à máquina, na cor vermelha. Mas aí meu interesse pela amizade à distância já havia desaparecido e nunca respondi aquela cartinha antes tão esperada.

Pouco antes do surgimento da internet e até a proliferação de seu uso, com a mesma proposta surgiram também os famosos Disque: Amizade, Sexo, Conselhos, Horóscopo, Namoro, Receitas. Só faltou o Disque-Elogio. E nunca um minuto de telefone custou tão caro como nessa época inglória.

(Obs.: Quem utiliza linha discada em suas conexões nos dias de hoje ainda continua achando seus minutos muito caros).

Enfim, mas no mundo virtual, pela facilidade de acesso, os contatos à distância têm muito mais chances de sucesso. E não é só isso, as modalidades de interação também são mais amplas. Atualmente é possível conseguir empregos e iniciar parcerias, paquerar, namorar e trair utilizando apenas a força da imaginação e uma ajudinha dos dedos... Ei, espere, eu não estava me referindo a isso.


Escrito por Atena às 11h29
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Parece até a Matrix: ficamos parados em frente a uma tela, quase todo o corpo em repouso, mas em nossa mente uma série de imagens e emoções se desenrola e viajamos pelo universo, conhecemos gente de todo o mundo, e mais ou menos como os programas através dos quais Neo e Trinity aprendiam em segundos a pilotarem helicópteros ou a aplicarem incríveis golpes de artes marciais, guardados os limites impostos pela realidade, até que é possível aprender um monte de coisas pela rede, desde que não se trate de um cursinho virtual meia-boca.

Muita gente acha que a internet não possibilita um contato verdadeiro entre as pessoas. De fato, existe um ditado que afirma: “o papel aceita tudo”, e que pode ser ampliado para “o teclado e os arquivos .jpg aceitam tudo”. Quem já não ouviu histórias de gente que foi enganada e usurpada, e casos que terminaram até mesmo em morte, iniciados por inocentes bate-papos e troca de e-mails? Em situações mais amenas, existem pessoas que recebem pela internet fotos de alguém lindo e atraente, e no primeiro encontro descobrem que o Photoshop era imprescindível para que o relacionamento desse certo.

Contudo, há também um outro ditado ainda mais antigo, creio eu, e muito mais famoso, aquele que diz que “as aparências enganam”. Isso significa que não é só de internet que vivem as falsidades, mas que na vida estamos todos sujeitos a nos encontrarmos muito perto de pessoas que sorriem para nós, sentam-se ao nosso lado e até casam-se conosco e, no entanto, são capazes de apunhalar-nos pelas costas na primeira oportunidade que tiverem.

Por isso, e por acreditar que a proporção de assassinos, estupradores, estelionatários, farsantes e ladrões seja bem menor do que a proporção de gente amiga, leal, companheira, sincera, honesta e interessante, seja na internet, seja fora dela, é que acredito também nas amizades virtuais. Com um pouco de cuidado, sabendo onde procurar e se afastando de pessoas contraditórias ou com comportamento suspeito, é possível cultivar excelentes amizades duradouras e gratificantes.

Quantas alegrias meus amigos virtuais já me trouxeram, quanta ajuda prática pude receber deles! Minhas primeiras amizades virtuais, que nasceram de meus primeiros contatos com a rede, já datam de cinco anos e as mais especiais continuam vivas até hoje.

Há duas semanas participei do encontro de um grupo que participa do fórum das Garotas que Dizem Ni, em São Paulo. Nas palavras da própria Vivi, uma das três Garotas, em seu texto Aos Leitores, Com Carinho: “O que mais vi foi gente que nunca tinha se encontrado pessoalmente conversando como se todos fossem velhos camaradas.”

Sou eternamente grata a todos os amigos de cidades, estados e até países diferentes que, mesmo estando a quilômetros de distância têm sua mente conectada à minha e me fazem companhia até mais do que se estivessem bem aqui do meu lado!

Ele também não é uma belezinha?


Escrito por Atena às 11h28
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COLETIVOS PARA GENTE “GRANDE”

Existem pessoas que não se importam e até mesmo gostam de andar de transporte coletivo. Eu definitivamente não sou uma delas, e prefiro não abrir mão do conforto do meu carrinho (mesmo que mil e popular). Fora o desconforto de eventualmente – ou não tão eventualmente assim – pegarmos um coletivo expressando a sua máxima coletividade (se seja, lotado), temos muitas vezes que lidar com a questão dos espaços disponíveis.

 

Podemos não ser ainda a maioria, mas é fato claramente perceptível que as novas gerações estão cada vez mais altas, ou pelo menos um pouco mais altas que as anteriores. Felizmente não fugi à regra e consegui superar a altura do meu pai, atingindo algo em torno de 1,81m de altura. Não alto o bastante para um jogador de basquete, mas já acima da média do povo brasileiro.

 

Acontece que essa minha altura que tanto me alegra, pode gerar alguns problemas quando da adoção do transporte coletivo como meio de, hã, transporte.

 

Pelo menos para as bandas do meu bairro, os ônibus são raridade. Não que fossem muito melhores que as atuais lotações, mas eram pelo menos passáveis. Muito pelo contrário, temos as tais lotações, hoje completamente regularizadas, que me causam grandes problemas.

 

Quando consigo tomar uma que não esteja lotada, muitas vezes sentar continua não sendo uma opção. Por quê? Oras, simplesmente porque minhas pernas não foram dimensionadas para a distância deixada entre os bancos (não deveria ser o contrário?). Ficar com as pernas presas e totalmente imóvel não costuma ser uma opção muito agradável, sendo melhor então ficar em pé mesmo.

 

Ledo engano, porém, se alguém estiver achando que tudo fica resolvido então. Em pé podemos passar por menos “aperto”, mas é melhor proteger a cabeça contra o constante ataque do teto. É terrível ter que procurar me posicionar estrategicamente sob uma clarabóia, procurando ganhar alguns centímetros para a cabeça, ou optar por curvar-me e não esquecer de manter a cabeça seguramente abaixada. Bom, quem já andou de lotação sabe que com todo aquele chacoalhar isso é quase impossível.

 

Mas tenho que tomar cuidado, ainda com mais uma última – e também primeira – coisa: a entrada e saída do veículo também costumam ser armadilhas vorazes para cabeças incautas.

 

No Metrô apenas parte do problema está resolvido, pois enquanto nas linhas Azul e Verde encontramos amplo espaço para as pernas entre os bancos, na linha Vermelha (que atende a minha Zona Leste) as pernas tornam-se novamente um inconveniente. Será que eles consideram tamanhos diferentes de pessoas para cada região? Chego até a imaginar um motorista de lotação encomendando um microônibus sem deixar de especificar que trata-se de um veículo que vai atender o bairro de Itaquera ou uma cláusula da licitação do Metrô informando que tratam-se de vagões destinados a essas ou aquelas pessoas.

 

Se para mim, essas coisas já são um problema, imaginem então para os jogadores de basquete: pobres coitados!


Escrito por Muta às 00h01
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ENTRE CÃES E GATOS

É difícil encontrarmos alguém que simplesmente não goste de nenhum tipo de animal de estimação.

 

Uns gostam de hamsters, outros de animais peçonhentos, aves, tartarugas e muitos outros, mas definitivamente os reis da bicharada – falo dos domésticos, sem querer usurpar o trono de ninguém – são os Cães e Gatos.

 

Mas como explicar que, curiosamente, muitos dos partidários dos Cães não se dão muito bem com os Gatos, e vice versa? As duas espécies possuem exemplares que podem ser belos, corajosos, meigos, fofos entre outras coisas. Então, qual seria o motivo para essas preferências?

 

Acho que um bom palpite está relacionado ao temperamento de cada um.

 

O Cães em geral são fiéis, mas digo isso quanto a demonstrar seus sentimentos. Se o animal gosta ou não de alguém em geral a pessoa vai saber. Ele não disfarça nada. Já os Gatos normalmente são criaturas dissimuladas, que se comportam como melhor lhes apreça no momento. Aos adoradores de cães isso pode parecer falsidade, enquanto que os dos gatos consideram cachorros estúpidos por serem tão transparentes.

 

Gatos também são independentes: entram e saem quando querem, agradam ou exigem agrados de acordo com a própria vontade e não se apertam à toa, afinal eles vivem em função deles mesmos. Percebo que normalmente essa característica fascina seus donos. Será que se espelham neles para atingir seus objetivos?

 

Curiosamente, esse comportamento não agrada muitos, que preferem um ser que viva em função do dono. Um cão ama incondicionalmente seu companheiro humano, e pode até mesmo morrer sem ele. Eles precisam de carinho, cuidados e atenção. Será que isso mostra carência de nossa parte?

 

Seria de se estranhar que, diferentemente de qualquer outro sentimento humano, o mecanismo que define essa preferência fosse facilmente explicado. Sinto que eu poderia escrever inúmeras características completamente paradoxais entre os partidários de cada um, por isso é melhor parar por aqui. Mas será que quando eu conseguir gostar igualmente de Cães e Gatos, sabendo respeitar as características particulares de cada um, estarei conseguindo evoluir de alguma forma?


Escrito por Muta às 22h52
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Mentiram pra você

Aula de português é algo de que entendo muito bem. A velhinha aqui é professora da matéria que põe pesadelos na cabeça de milhares de moleques melequentos dos cinco aos 80 anos de idade. Vive-se no País sob a espada do “não se fala bem o português aqui” ou “brasileiro não respeita a gramática” – e quem disse que a gramática tem de ser dramática? Quem disse quem disse que tem de haver tanto derramamento de sangue no ensino da língua? O que ocorre é que além de ser super estigmatizado o ministério da disciplina, mentem muito no ensino dela – confundem-se critérios e a confusão se instala pra sempre e sempre na cabeça de milhares de pessoas. Um círculo realmente vicioso. Realmente mentiram pra você quando:

disseram que sujeito é o termo do qual se faz uma declaração: repara na frase: Esse bolo não vou comer”. Qual o termo do qual se faz uma declaração? “Esse bolo”. Quem não vai comer??? “Eu”. Quem é o sujeito então, cara pálida! Ódio.

afirmaram que o advérbio é um termo invariável Ah! Ta bom! Diz isso pra quem mora no Tocantins ou no Amapá – estados lendários! Moram lonjão, e pertinho da linha do horizonte.

deram a definição de frase declarativa errada: Diga-me se “Eu vou declaro marido e mulher” não é uma frase declarativa ou eu ganho um pacotinho de pipoca Emília.

disseram que “abraço” e “beijo” são substantivos abstratos: O sentimento que envolve as duas ações pode até ser, mas o beijo e o abraço ah! são bem concretos, ainda mais quando não são na testa!

Escrito por Avó Peluda às 20h42
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Down with Bridget

Seis décadas após as primeiras reivindicações feministas e o estereótipo feminino não mudou muito. A Bridget Jones de Helen Fielding difere pouco da Lorelei Lee de Anita Loos, ainda na década de 20.

 

Ao escrever suas primeiras e humoradas observações sobre o comportamento de uma loura, cuja atenção era disputada por seus amigos num trem, Anita Loos não podia pressagiar que aquilo resultaria em dois dos mais curiosos pseudomitos da história. O estereótipo da loura burra, aspirante a atriz e maria-gasolina surgiu daí. “Os homens preferem as louras”, título de sua obra publicada em 1925, deve ser uma das frases mais repetidas em todo o mundo. O livro, assim como o de Helen Fielding, é escrito em forma de diário.

 

A protagonista, Lorelei Lee (papel estrelado por Marilyn Monroe no filme baseado na obra), é uma loura de aparência invejável e pouquíssimos dotes “intelequetuais” (como ela mesma “escreve”). Mesmo sendo a mãe da Darlene em se tratando de cérebro, Lorelei Lee consegue passar o livro inteiro levando no papo homens dos mais variados níveis intelectuais. Inconscientemente usando sua beleza como arma, a garota vive o glamour da década de 20 com todos os diamantes e brilhantes a que tem direito, sem ter que pagar um centavo por isso.

 

70 anos depois, temos o estereótipo feminino aparentemente reconstruído em seu mais novo estilo mulher-independente. As diferenças entre Bridget e Lorelei são numerosas. Mas as semelhanças são deprimentes. Fazendo uma comparação entre as duas, Lorelei seria a versão mais magra, porém não menos alcoólatra de Bridget.

 

Bridget Jones representa a mulher de 30 anos que ninguém quer ser. O problema do personagem de Helen Fielding é que ele é fútil. E principalmente não foge do senso comum no que diz respeito à visão da mulher que muitos têm hoje. Se na década de 20 a mulher só pensava em diamantes, hoje a mulher só pensa em homem. Esse é o estereótipo. O sentido da vida de Bridget Jones gira em torno de obter um namorado. Pior: casar! Como se fosse algo inerente à natureza feminina.

 

Não bastando isso, é impressionante como o fato de ser uma mulher independente parece totalmente irrelevante na trama. Bridget está longe de ser realizada profissionalmente. Ela odeia o que faz e está completamente por fora de tudo que diz respeito ao seu trabalho. O nível de desinformação da garota é alarmante.

 

Gosto de acreditar que a Srta. Jones não é o retrato da mulher atual. Mas tenho certeza de que são as Loreleis e as Bridgets que vão sempre estereotipar a imagem da mulher. A “versão contemporânea da mulher burra” infelizmente parece ser uma realidade permanente.


Escrito por Srta. Quaresma às 08h49
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Comentários de relevância duvidosa

 

- Anita Loos também escreveu “Mas os homens se casam com as morenas”, continuação do anterior que ainda não tive a oportunidade de ler.

 

- Nesse link você tem acesso à parte de um capítulo do divertidíssimo “Os homens preferem as louras”: http://www.terra.com.br/istoe/multimidia/livros/louras.htm

 

- Helen Fielding escreveu o terceiro livro da série. É o “Bridget Jones’s guide to life”, que seria o livro de auto-ajuda escrito pela própria Jones.

 

- O segundo filme da série Bridget estréia nos Estados Unidos em Novembro desse ano.

Sutil diferença


Escrito por Srta. Quaresma às 08h48
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Minha Frase Do Dia:






... A "coisa" mais preciosa no mundo dos Homens é de graça: PENSAR...


BruCe



Escrito por Bruce Werk às 15h38
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Maschine - Eins

Hoje é Terça-feira. Em um dia como este eu nasci.
Em 24 anos cresci para agora, neste instante solto no espaço estar aqui, num espaço virtual igualmente solto em um outro espaço chamado Internet.
Meditando, não necessariamente em ZaZen, percebo como sou, como estou...
Noto assim, no âmago do BruCe, certo descontentamento; uma amargura não nascida, não morta, não vivente...
Vontade de escrever, continuar com meus poeminhas insipientes e com fins de mera "manutenção do ser"...
Ser em mais uma terça-feira, a manifestação poética do que sinto hoje, ou melhor: do que SOU hoje.
(Pois as idéias são sempre mutantes nestes descampados, vastos e desconhecidos vales que são "os meus bastidores" (a louca individualidade).

É tudo muito self, mas eu sempre acabo dividindo um pouco destes "bastidores" com quem passa por aqui e gasta alguns segundos na leitura de certas palavrinhas, que ordenadas de uma forma tal, explodem por alguns segundos na tela, nos olhos, e finalmente nos "bastidores" de quem resolveu "gastar" estes segundos.

A "obra" (execrem de suas mentes qualquer julgamento de pretensão de minha parte!) MÁQUINAS, dividida em 02 tomos, reflete a fase vigente desse que vos convida a lê-lo:



Máquinas - I

Gelados como o aço
São os seus corações
Não há nenhum traço
De puras emoções

Porque estas atrapalham
O seu modo de ser
Porque máquinas não falham
Você deve saber

A emoção condensada
É própria dos animais
Uma raça cansada
Perde-se cada vez mais

Esquecendo-se da música,
Das felicidades elásticas
Vivendo vida rústica
De atitudes automáticas.

Funcionando sem lamento,
Livres de toda dor,
Máquinas, cheias de sentimento,
Superaram seu criador...



Bruno Cesar - BruCe


 
Escrito por Bruce Werk às 12h23
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Maschine - Zwei


Máquinas - II

Em um galpão, cantos escuros
Muito mais, escondem os muros

Montes vastos de engrenagens
Abrutalhadas engenhosidades
Quociente do intelecto
Um dia apenas foi projeto
Inevitável veio à tona
No princípio coberto à lona
Agora e por mais cem anos
São as provas de que mudamos

Constantemente e sempre são
Ordenada evolução
Notória dança eletrônica
Fazem inveja à filarmônica
Inocentes e verdadeiros
Os compêndios derradeiros



Bruno Cesar - BruCe



Textos clara e felizmente influenciados pelo meu gosto pelo automático, tecnológico, sem portanto desprezar o humano, o vivo e palpitante. Lendo a tudo é impossível negar também a influência dos pais da música eletrônica e do movimento minimalista: O KRAFTWERK.
Os versos são métricos, a segunda parte é acrostica... Há esquema de rima... Bem, apesar da chatice, há alguma arte... E isso me basta... Talvez Ag. Smith goste, compreenda talvez... E só o digo porque nesta "Guilda de Escritores", seja ele o único aqui que em algum tempo já dividiu o ar de um mesmo ambiente comigo... Isso é tudo. Sou grato a tudo e todos. BruCe.

 
Escrito por Bruce Werk às 12h17
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En(Canto) da Chuva

Naquela tarde, eu voltava para casa andando entre as ruas abandonadas por causa da chuvarada que caía desde as quatro. O dia estava frio e cinza, e o silêncio do caminho só era quebrado pelo barulho dos meus passos e dos grossos pingos que caíam sobre meu guarda-chuva.

Esse ambiente desolado me era tão agradável que caminhava sem muita pressa, admirando toda a solidão presente naquelas ruas sempre movimentadas e barulhentas. Ia pensando em nada mas, sem que percebesse, aquela imagem voltou à minha mente e de novo eu estava ali, imaginando Marília ao meu lado. Queria dividir com ela essa sensação que tenho agora, de tranqüilidade, de contemplação. Será que ela teria olhos como os meus, para poder ver, como eu, nessa tarde chuvosa uma certa magia, que vem junto com o vento e se mistura aos tons de cinza do céu e da calçada? Não sei. Às vezes penso que, quando duas pessoas se encontram e se gostam, uma consegue sentir, ou pelo menos entender, aquilo que sente a outra. Outras vezes penso que não, e que só eu e alguns poucos poetas e escritores com os quais me identifico conseguem sentir o mesmo, e ver coisas que vão além do que todos costumam ver.

Estava com esses pensamentos quando passei pelo ponto de ônibus da pracinha, a dois quarteirões de minha casa. Nesse instante, eu passeava com os olhos tranqüilamente sobre os bancos vazios, quando a vi: Marília, ali no ponto. Meu coração começou a bater rápido, como em todas as vezes que a encontro assim, de surpresa.

Quando ela me viu, deu um aceno, chamando. Pensei: “Se eu não fosse tão tímido e se as palavras não se misturassem todas em minha cabeça em situações assim, este poderia ser um bom momento para ser eu mesmo”. Ainda que com tamanha falta de autoconfiança, fui ao seu encontro.

Meu sorriso saiu tão envergonhado que pensei: “Pareço um idiota”. De qualquer forma, ela retribuiu, perguntando o que eu estava fazendo na rua com um temporal daqueles.

Respondi que voltava da Biblioteca, estava pesquisando alguns livros para um trabalho do colégio, e mesmo com chuva precisava voltar, senão perdia o horário de aula. Então, ela me disse que era aniversário de uma amiga e havia prometido comemorar a data com ela, e por isso estava ali, aguardando o ônibus.


Escrito por Atena às 08h13
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Ficamos, depois, num silêncio muito grande. Eu estava ainda um pouco nervoso, mas as árvores estavam tão bonitas, com pingos d’água brilhando entre suas folhas, que me detive nelas, o que me ajudou a ficar mais calmo. Não notei, até aquele momento, que ela também olhava para a praça, e seu semblante era tão sereno que mais parecia o de um anjo. Falando quase consigo mesma, disse: “Adoro dias assim... As coisas parecem tranqüilas, e me fazem lembrar de um tempo muito distante. Me vêm à mente tantas vezes em que andei por ruas molhadas, de tardezinha, levada por meu pai... e me parece que sempre foi assim. Eu achava tudo tão novo, tão diferente e bonito, que mergulhava numa profunda atenção ao ambiente ao meu redor, buscando encontrar, talvez, um significado para ele. Não sei, às vezes acho que sou um pouco diferente... muitas pessoas não conseguem entender essas coisas”. E, virando-se para mim: “Desculpe, Renato, você deve estar me achando meio estranha, não é? Ignore as minhas bobagens, eu fico assim mesmo algumas vezes”.

Eu estava tão surpreso! Essa mania que tenho de criar personalidades para as pessoas que se aproximam de mim já me renderam muitas desilusões. Quantas vezes não imaginei aquela pessoa que iria me completar, entender meus sentimentos... e tudo sempre não passava de uma grande mentira que eu mesmo inventava. Mas dessa vez estava realmente certo. Marília, do seu jeito, conseguia perceber que situações como uma tarde chuvosa podem esconder um encanto em si, algo que a torna bela e especial. Marília era especial.

Eu nunca a ouvi falar assim. Desde que a conheci, no curso de Espanhol, sempre conversávamos sobre o dia-a-dia, as pessoas conhecidas, e o tempo. Mas não desse jeito. Hoje, ela abriu seu coração a mim e nem percebeu.

Tive vontade de dizer que entendia, que sabia exatamente o que ela sentia naquele momento. Mas essas palavras me pareceram tão superficiais, e imaginei que ela julgaria que eu dissera isso para ser simpático, como as pessoas costumam fazer. Em vez disso, então, sorri e disse: “Acho que é a mesma coisa que acontece comigo quando escuto algumas músicas. Não é só porque as letras são boas e o som é legal. Tem mais alguma coisa invisível, não sei bem. Mas, às vezes chego em casa, ligo o som, fecho os olhos e fico imaginando um monte de coisas, e um monte de sensações vão acontecendo, indo e vindo. Não dá para explicar direito. Tem coisas que ainda nunca aconteceram comigo mas, mesmo assim, é como se eu já as tivesse vivido. Eu as compreendo”. E sem perceber, fiz uma confidência: “É como o amor. Eu nunca tive um amor de verdade, mas sei como é”. Logo depois, me dei conta de que tudo quanto havia dito e virei para o outro lado para que ela não visse que meu rosto estava vermelho.

Percebi que ela estava olhando para mim, em silêncio. Inconscientemente, virei o rosto em sua direção. E ela me deu o sorriso mais lindo que já vi em toda a minha vida. Era límpido e espontâneo. E o sorriso que dei em troca foi um irmão gêmeo deste.

“Eu sempre quis conversar com você assim. Desde o começo te achei tão especial, fazendo amizade com todos os que se aproximavam... Sei que não deveria dizer isso agora, mas, de repente, se você quisesse, um dia, sei lá, ir ao cinema comigo...”

Quase não acreditei no que estava ouvindo. Cheguei a pensar: será que eu entendi direito? Marília estava me convidando para ir ao cinema?

A única coisa que consegui dizer foi: “O quê?”.

Ela olhou para o lado, depois para baixo, e falou: “Ah, tudo bem, Renato. Eu tenho essa mania de achar que as pessoas de quem gosto estão em sintonia comigo... e que o que sinto é sempre recíproco...”

Eu estava absolutamente sem palavras. “Não, não, Marília... eu quero, quero ir ao cinema com você! Agora, se você quiser!”

Nossos rostos estavam iluminados. Marília disse: “Hoje não dá, você tem aula e eu o aniversário da minha amiga... Amanhã à tarde, pode ser?”

Nem vimos que o ônibus dela estava chegando. Antes de subir as escadas, só teve tempo para dizer: “Te ligo!”. E eu disse: “Mas você não sabe o número do meu telefone!”. E da janela, Marília gritou: “Sei, sim! Descobri já faz tempo!”.

Eu tinha um sorriso tão estampado no rosto que nem que quisesse poderia tirá-lo. Meus passos eram leves, e eu tinha a sensação de estar no meio de um filme com final feliz. Então corri para o meio da praça, desarmei o guarda-chuva, subi num poste de luz e, alto, o som da minha voz foi se misturando aos sons dos pingos d’água: “I’m singing in the rain, I’m singing in the rain...”.

(1999. Publicado na Antologia de Contos da Universidade do Vale do Paraíba)


Escrito por Atena às 09h15
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MAIS QUE UM CAFÉ DA MANHÃ

Por mais complexa que uma pessoa possa parecer, é impressionante como sempre podemos encontrar algo que, apesar de parecer simples para a maioria, é capaz de trazer imensa felicidade para alguém.

Eu, por exemplo – opa, não pensem que sou um poço de mistérios – fico muito feliz quando tenho a oportunidade de tomar Café da Manhã em um hotel.

Antes que me entendam errado, não pensem que falo de hotéis sofisticados ou que não considero aceitável nenhum hotel classificado com não menos que uma Via Láctea de estrelas. Dormir em hotel é bom, ainda mais quando se está bem acompanhado, mas estou falando apenas do Café da Manhã.

Mesmo os mais simples, nas mais simples pousadas, já são suficientemente mágicos para me levar para um mundo mágico. Frios, pães, doces, sucos e frutas servidos à vontade, onde qualquer combinação é válida. Basta ter um pouco de imaginação e um pratinho na mão.

Se eu não estiver sozinho então, que maravilha! Poder conversar neste momento é sempre agradável para mim, sem levar em conta o fato das surpresas que as preferências individuais podem causar. Pode ser super divertido constatar que alguém, como você, gosta muito de comer flocos de milho com suco de laranja ao invés de leite, ou que alguém seja capaz de cometer a heresia de passar maionese num pedaço de bolo. Ah, acreditem, pois já vi isso!

Pensando um pouco melhor, percebo que existem inúmeras coisas simples que poderiam me deixar muito bem em diversos momentos. Tomar um banho numa ducha bem forte, cochilar em uma banheira com água bem quente, encontrar dinheiro em alguma roupa há muito não usada ou descobrir um ótimo livro em um sebo. Todas coisas muito simples, mas que para mim fazem um bem danado.

Talvez por estarmos sempre correndo tanto, preocupados com tantas coisas para fazer, e problemas para resolver, nos esquecemos de sentir prazer com as pequenas besteiras da vida.

Abrir os olhos; é o que tenho que fazer para não deixar passar esses pequenos detalhes que podem transformar um dia corrido e cansativo, em um grande momento de felicidade.

P.S.: existem momentos em que amenidades são o melhor a ser escrito.


Escrito por Muta às 14h53
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Muitos períodos


Escrito há pouco em brain storm à compania de Davi Casoy (colega):
 

 

Muitos períodos...


o apelo visual indiscreto tema antepasto de satã agora em agonia dissolve a regra sempre em mim adormecida como leve inseticida romântica luz que me alucina erege à vida que ilumina...

 

 

| minimalism on top | non stop |

Bruno Cesar A. Gomes. ( 03/07/2004 -> 07 anos depois... )



| Vazio não é mais que forma | Forma é exatamente vazio | Vazio é exatamente forma | Sensação, conceituação, diferenciação, conhecimento | Assim também o são | -> (Fragmento do sagrado SUTRA DO CORAÇÃO DA GRANDE SABEDORIA COMPLETA)
 
Escrito por Bruce Werk às 15h31
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ELES ESTÃO PRESTES A ATACAR

Após revelar bravamente ao mundo a conspiração movida a Rolos de Papel Higiênico e Canetas BIC, volto para trazer à tona mais um alerta!

A população mundial ainda não se deu conta, mas quem quer que sejam os responsáveis por esses fatos – ainda estou tentando decifrar os códigos do papel higiênico – está chegando cada vez mais perto de seus objetivos.

Já com os olhos abertos às ameaças, pude perceber outros estratagemas usados por esses mal feitores para nos espionar e controlar as nossas vidas.

Em primeiro lugar, temos as lapiseiras, em especial as da marca japonesa Pentel. Um único exemplar do singelo dispositivo escolar, pode revelar, alguns dos piores sentimentos humanos, como a ira, a inveja, a cobiça e a mentira.

Quem nunca presenciou ou se viu envolvido em uma típica discussão provocada por uma Pentel anda muito distraído.

Basta duas pessoas possuidoras da mesma lapiseira para que ocorram, por exemplo, uma dessas duas situações:

Situação 1: Uma das pessoas acabou de perder a lapiseira.

A frase será tão imediata quanto certa: “Então foi você quem pegou a minha lapiseira???”. Aliada, é claro, a um olhar de ódio que pode ser percebido a quilômetros.

É claro que a segunda pessoa irá se exaltar, para defender seu precioso (precioso!) objeto, ou quem sabe, estará se esforçando ao máximo, para preservar em sua posse o objeto recém adquirido.

Situação 2: Os dois iniciam inocentemente a comparar as condições das suas lapiseiras.

Como um ato tão banal poderia representar algum perigo? Em geral, a conversa começa amigável, com cada um contando suas histórias com o lápis mecânico (uma fonte de insanidade?) e há quanto tempo cada um possui a sua.

Neste ponto é que eles perdem o controle, pois começam a discutir quem tem a lapiseira há mais tempo, qual delas está melhor conservada e muitas outras coisas.

Bom, já vi algumas brigas que chegaram a resultados trágicos.

Além disso, da mesma forma que as BIC’s, a Pentel tem a capacidade de desaparecer e reaparecer do nada, mas com um diferencial importantíssimo: ela sempre tem um álibi para o desaparecimento, pois todos desejam a preciosa lapiseira, e era de se esperar que alguém a pegue “acidentalmente”.

As vezes os larápios se arrependem, outras vezes não, e todos aceitam isso, mas na verdade elas estão cumprindo parte da seu dever, de levar as informações coletadas em nosso cotidiano.

O pior de tudo, é que estou com um grande problema. De alguma forma, surgiram uma BIC sobre a minha mesa e uma Pentel se posicionou no meu bolso. Percebo agora o quão frágeis somos ante essa terrível ameaça, pois quem garante que elas não podem mudar do modo de observação, para o de ataque?

Aguardem novos contatos, pois ainda tenho muito a revelar sobre a conspiração que se agita sob os nossos pés, ou melhor, dentro das gavetas de escrivaninhas e estojos escolares!

P.S.: mantenham os clipes metálicos sob discreta vigilância.


Escrito por Muta às 13h34
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APERTE O GATILHO

Maldade e professores são quase-sinônimos. Não é a toa que sou professora! hehehe! É pensando no parentesco dos mestres com Renato Mendes, Laura Prudente da Costa e Laurinha, em Rainha da Sucata,que escrevi este novo post. Se você também odeia seus professores, arma em punho! Aperte o gatilho!

VIOLETA - Violeta/Violenta/Violeta-rima-com-capeta – essa mulher é terrível, temida em toda a faculdade de Letras; viveu uma transformação incrível – mas continua violenta. Nota mais alta nas turmas dela? 2,5, 3,4 – experimente ficar roxo como uma flor. Violeta, uma flor de pessoa...

EMÍLIA EMÍLIA EMÍLIA- essa chamava a gente de "pessoas quase agradáveis"

MONICA (dentucinha e sabichona)- essa me disse uma vez: "Você tem problema? Sai do Brizolão, garoto!" - eu a respeito por isso.

GILDA (pochetuda)- essa chamávamos de diabo de bolinha. Por quê? ela é má, tem cabelos grisalhos e usa sempre um conjuntinho amarelo de bolinhas brancas. Jesus salva!

CINDA (eu amo!!!)- maravilhosa! Vira o cabelo o tempo inteiro na aula, inteligentíssima, pessoa de hiperfinotrato – todos os alunos a admiram por seu afã revolucionário... Magavilha!

ANDRÉIA VENTURINI - a maneta - ela é louca, pus uma citação num trabalho ela disse que era cópia. Deu zero. Tem uma peculiaridade: não tem uma mão.

LUIS ALBERTO: Este falava: "Isto é muito interessante" umas 3.402 vezes na aula às 7:00 da madrugada.

JOEL (esse cara é bom) - certa vez, surtou na aula e disse: "Onde eu estou!" Rah!!!

MANUEL (o português!) - uma vez ele me pegou lendo um gibi na sala.

RONALDES GOLIAS - além de ter nome de humorista do SBT (Ronaldes é nome de quem trabalha no SBT, mesmo que não haja), eu nunca o vi na faculdade... Deve ser porque eu não vou.

LUIS EDMUNDO - ele disse semana passada pra um garoto: Vc é mais bonito que inteligente - coragem.

HENRIQUE (ALex Kid, pros íntimos) - canta todas as alunas de grego – daí você imagina a cadegoria da peça.

MARIA DO CARMO FELIX - nós a chamamos carinhosamente de "Fidedigna", por repetir essa palavra insistentemente. Outro apelido carinhoso é: Avó da Barbie.

CLAUDIA CUNHA – algumas más línguas a chamavam também de Cláudia Cão.Não concordo. Olha que classe: Faz dança de salão, muda o cabelo toda a semana e distribui zeros. Gosto de seu estilo de vida.

MELINDA MIRANDA - é surda; ensina LIBRAS. Mas dá zero como ninguém.

ÂNGELA RORÔ - todo fim de semestre ela tem câncer, some com as notas e não entrega a ninguém, depois volta feliz no início para ensinar filologia românica. Bargh!




Escrito por Avó Peluda às 17h02
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Os Dias Mutantes

Segunda: Atena
Terça: BruCe & Rafaella
Quarta: Srta. Quaresma
Quinta: Avó Peluda
Sexta: Muta

E a qualquer momento: Agent Smith & BlackSpy


Histórico


01/09/2004 a 30/09/2004
01/08/2004 a 31/08/2004
01/07/2004 a 31/07/2004
01/06/2004 a 30/06/2004


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Gabriela Sou Da Paz

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